Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) reuniram-se, nesta quarta-feira, com o ministro da Fazenda, GuidoMantega, para discutir a renegociação de dívidas dos agricultores assentados. Desde segunda-feira, os trabalhadores ocupam sedes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e de órgãos ligados ao ministério, em 15 Estados, para cobrar agilidade na reforma agrária.
A mobilização integra a Jornada Nacional de Lutas do MST. Os trabalhadores rurais reivindicam o assentamento de 150 mil famílias acampadas, condições de trabalho e de moradia digna, educação, saúde e infra-estrutura. Para o movimento, o avanço do agronegócio no país vem impedindo a reforma agrária.
Na Bahia, 600 famílias de trabalhadores rurais ligados ao movimento ocuparam, nesta terça, a superintendência do Incra, em Salvador. Segundo o MST, eles pedem o assentamento de 15 mil famílias acampadas, além de infra-estrutura, crédito para a produção agrícola, habitação e vistorias de áreas improdutivas. Ainda segundo o MST, no Mato Grosso do Sul, ao longo desta terça, os manifestantes bloquearam rodovias e pediram o assentamento de 3, 5 mil famíliasa campadas no Estado.