Rio de Janeiro, 19 de Maio de 2026

MST diz que não há clima de enfrentamento com o governo

Um dos coordenadores do Movimento dos Sem Terra (MST) no Rio Grande do Sul, Miguel Stédile, disse nesta quinta-feira que não existe um clima de enfrentamento do movimento com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Quando o Lula tomou posse, disseram que daríamos uma trégua de 120 dias. Só dá trégua quem está em guerra e este não é o nosso caso", reiterou. (Leia Mais)

Quinta, 06 de Março de 2003 às 11:21, por: CdB

Um dos coordenadores do Movimento dos Sem Terra (MST) no Rio Grande do Sul, Miguel Stédile, disse nesta quinta-feira que não existe um clima de enfrentamento do movimento com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Quando o Lula tomou posse, disseram que daríamos uma trégua de 120 dias. Só dá trégua quem está em guerra e este não é o nosso caso", reiterou. Apesar da afirmação, Stédile destacou que o movimento continua mobilizado e preparado para o dia nacional de mobilização, em 17 de abril. "Se haverá invasões ou não, vai depender da conjuntura e dos entendimentos", completou. Para o dirigente do MST, a reforma agrária ainda não deslanchou. Porém, ele acredita que a equipe do governo Lula que cuida do assunto tem uma grande vantagem com relação à equipe do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "O Rosseto (ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto) e o Resende (atual presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, o Incra, o geógrafo Marcelo Resende) mostram desejo para o diálogo permanente e profundo e respeito aos movimentos populares e isso já é um sinal muito positivo." Sobre o dia nacional de luta, 17 de abril, data em que o MST relembra o massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido em 1996, Miguel Stédile destaca que ainda não há uma posição fechada a respeito da maneira como a mobilização será feita. "A linha política ainda está sendo definida", destacou. Para ele, independente da questão agrária, o dia 17 de abril deve ser lembrado, inclusive pelo fato de os responsáveis pelo massacre ainda estarem sem punição.

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