MST denuncia ação da polícia durante manifestação em Brasília
Um grupo de policiais impediu, sem qualquer justificativa, que alguns sem-terra que participavam do ato ocorrido na tarde de quarta-feira, em Brasília (DF), retirassem do bagageiro de um ônibus, que os levou, materiais que seriam utilizados nas intervenções teatrais.
Quinta, 13 de Fevereiro de 2014 às 09:29, por: CdB
Protestos reuniram 15 mil camponeses em Brasília
Um grupo de policiais impediu, sem qualquer justificativa, que alguns sem-terra que participavam do ato ocorrido na tarde de quarta-feira, em Brasília (DF), retirassem do bagageiro de um ônibus, que os levou, materiais que seriam utilizados nas intervenções teatrais. De acordo com nota assinada pelos trabalhadores rurais, foi "essa ação inconsequente da polícia deu início à confusão" divulgada amplamente na mídia hegemônica dando, mais uma vez, um tom negativo ao movimento.
Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a manifestação para pressionar o governo a retomar a reforma agrária reuniu pelo menos 16 mil agricultores que participam do 6º Congresso Nacional do MST, em Brasília. Eles saíram em marcha rumo ao Palácio do Planalto e ao Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de denunciar a atual paralisação da Reforma Agrária e cobrar do governo federal e do Estado brasileiro sua realização.
Por conta da ação desastrosa da polícia, que atirou bombas contra os trabalhadores rurais, 12 sem-terra ficaram feridos.O dirigente do MST, Francinaldo Alves, que estava ajudando a contornar o conflito, foi agredido pelos policiais e preso durante a confusão.
Protesto
Cerca de 15 mil manifestantes ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) protestaram nesta quarta-feira em Brasília, contra o que chamam de "paralisia" da reforma agrária durante o governo da presidente Dilma Rousseff.
Os protestos resultaram em confrontos com a polícia, que informou que 30 policiais ficaram feridos, sendo oito deles com gravidade, com "pedras, pedaços de pau e barras de ferro" na Praça dos Três Poderes, quando os manifestantes derrubaram as grades laterais do Congresso.
Já o MST afirmou em seu site que a manifestação ocorria de forma pacífica até que "bombas de efeito moral e gás de pimenta foram lançados contra a multidão que se acumulou em frente ao (Supremo Tribunal Federal)".
Congresso
Os manifestantes estão em Brasília para participar do Congresso Nacional do MST, que começou na segunda-feira, informa a Agência Brasil.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, participou do evento e admitiu dificuldades na reforma agrária, mas negou omissão do governo. Nesta quarta, ele desceu do Palácio do Planalto para receber uma carta-manifesto entregue por lideranças do MST.
- De fato, nós não conseguimos evoluir na reforma agrária no ritmo que gostaríamos. Tivemos muitos problemas. Mas eles (camponeses) também reconhecem que os programas de apoio governamental foram essenciais", disse Carvalho no evento de segunda, citando o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que estimulam o comércio de alimentos produzidos por agricultores familiares.
O MST, porém, alega que o ritmo da reforma é uma "vergonha". "No último ano, foram assentadas sete mil famílias, sendo que só o MST possui 90 mil famílias debaixo da lona preta. No total, são 150 mil famílias acampadas no Brasil, muitas delas há mais de 10 anos".
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