Rio de Janeiro, 12 de Janeiro de 2026

MST se une às centrais sindicais na convocação da greve geral

Parte da jornada nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) pela greve geral, a ocupação teve início na segunda-feira

Quinta, 20 de Abril de 2017 às 10:31, por: CdB

Parte da jornada nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) pela greve geral, a ocupação teve início na segunda-feira

 

Por Redação, com ACS - de Porto Alegre

 

A unidade entre trabalhadores do campo e da cidade e os movimentos sociais na construção da greve geral do próximo dia 28, contra o projeto de reforma da Previdência de Michel Temer, contra a reforma trabalhista e a lei da terceirização, marcou o ato de desocupação do pátio da sede do Ministério da Fazenda e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Porto Alegre, no início da noite passada.

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O MST, maior movimento social em curso no Brasil, apoia a greve geral do dia 28

Parte da jornada nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) pela reforma agrária, a ocupação teve início na segunda-feira, quando o assassinato de 21 trabalhadores rurais em Eldorado dos Carajás, no Pará, completou 21 anos.

A desocupação ocorreu após audiências com representantes dos governos gaúcho e federal. Em outros Estados, porém, seguem as ocupações nas quais são reivindicados mais assentamentos e investimentos em infraestrutura para as famílias assentadas. É o caso de abertura e melhoria de estradas para escoar a produção de alimentos, além de assistência técnica e financiamento.

Greve geral em curso

Integrante da coordenação do MST, Silvia Reis Marques destacou a unidade entre os camponeses e trabalhadores da cidade na resistência aos ataques aos direitos de toda a classe trabalhadora. 

— Fizemos a  grande jornada nacional pela reforma agrária. Colocamos o debate que vai para além da denúncia do massacre contra os trabalhadores e a luta pela terra. É a produção de alimentos saudáveis para todos, é uma outra relação com o ser humano e a natureza. Mas também contra essa retirada de direitos que afeta a toda a população, urbana e rural, em direitos que conquistamos com muita luta e muito sacrifício — pontua, destacando o auxílio-maternidade e o auxilio-doença, entre outros.

A líder do MST destacou ainda o avanço de projetos que beneficiam estrangeiros. Empresas transnacionais, como a Medida Provisória 759/2016, mais conhecida como MP da regularização fundiária.

— Na sua essência, vai beneficiar o agronegócio feroz. A compra de assentamentos. A regularização das áreas griladas, favorecendo o latifúndio e tirando terra daqueles que produzem alimentos — disse.

Resistência

Ela destacou que, no Rio Grande do Sul, os militantes voltam para suas bases. Visam centrar forças na organização da greve geral. Na avaliação do presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, o "abril vermelho" do MST de 2017 acontece em meio ao pior período da história para toda a classe trabalhadora brasileira.

— Para além das pautas justas da Via Campesina e do MST quanto à produção de alimento saudável, temos em curso uma reforma. Esta que afeta todos os trabalhadores do campo e da cidade. Por isso a CUT não poderia estar em outro lugar num dia como hoje. Aqui, quando estão encerrando uma das fases do abril vermelho. Prestando toda solidariedade a uma luta que é específica. E agradecendo apoio que nos tem dado ao caminhar junto com a gente na resistência. E nas lutas contra o desmonte da CLT e da Previdência — concluiu.

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