A organização Médicos sem Fronteiras, (MSF) prêmio Nobel da Paz, gerou uma tempestade de controvérsias com sua decisão de parar de aceitar doações para as vítimas do tsunami na Ásia. O anúncio acrescentou uma nova dimensão à generosidade sem precedentes demonstrada nos países ricos em resposta ao desastre.
A MSF diz que os 40 milhões de euros, ou cerca de R$ 140 milhões, que coletou desde que as ondas mortais atingiram 13 nações no Oceano Índico e mataram cerca de 150.000 pessoas no dia 26 de dezembro, são suficientes para financiar seu trabalho na região. Apesar de outras áreas do mundo terem extrema necessidade de doações, como Darfur e a República Democrática do Congo, a MSF prometeu não desviar verbas de uma região para outra.
- É a primeira vez que tomamos tal decisão. Pode parecer contrária a mobilização geral, mas é uma questão de honestidade: não queremos incomodar o público com operações que já estão financiadas. - disse Pierre Salignon, diretor geral da MSF, no site da organização.
O anúncio colocou em evidência a diferença entre as doações recebidas para o desastre asiático, altamente divulgado pela mídia, e as crises em áreas devastadas pela pobreza crônica e guerra civil, que receberam pouca atenção e verbas durante os anos. A decisão também atraiu críticas de outros grupos de assistência menos afluentes, que disseram que colocava em risco os fundos vitais para seus esforços de ajuda de longo prazo.
MSF pára de receber doações às vítimas do tsunami
Quinta, 06 de Janeiro de 2005 às 04:07, por: CdB