Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

MPF é contra suspensão de ações da Lava Jato contra Youssef

O Ministério Público Federal se manifestou nesta terça-feira contra o pedido da defesa de Alberto Youssef, para que fossem suspensos os processos e inquéritos policias decorrente das investigações da Lava Jato contra o doleiro.

Terça, 25 de Agosto de 2015 às 09:37, por: CdB
Por Redação, com agências - de Brasília: O Ministério Público Federal se manifestou nesta terça-feira  contra o pedido da defesa de Alberto Youssef, para que fossem suspensos os processos e inquéritos policias decorrente das investigações da Lava Jato contra o doleiro.
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O Ministério Público Federal se manifestou nesta terça-feira contra o pedido da defesa de Alberto Youssef
Os procuradores justificaram que algumas das ações que constam no documento da defesa ainda não transitaram em julgado. A decisão sobre a suspensão dos processos cabe ao juiz federal Sergio Moro. Conforme a defesa de Youssef, o pedido foi baseado no acordo de delação premiada firmado com o MPF, que prevê a suspensão das ações quando a soma das penas de Youssef atingir 30 anos. As penas somadas chegam a 43 anos, nove meses e dez dias de reclusão, o que possibilita a suspensão dos demais processos. Em um trecho do documento, os advogados justificam: “Logo após o trânsito em julgado das sentenças condenatórias que somem o montante mínimo de 30 (trinta) anos de prisão (...) a suspensão em relação exclusivamente ao colaborador de todos os processos e inquéritos policiais em tramitação perante a 13ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Curitiba, assim como daqueles que serão instaurados inclusive perante outros juízos, em decorrência dos fatos revelados a partir da presente colaboração”.

Delatores confirmam pagamentos

Um dos delatores da Operação Lava Jato, Rafael Ângulo Lopez, confirmou na segunda-feira ao juiz federal Sérgio Moro que fez pagamentos em dinheiro ao ex-deputado federal Pedro Corrêa, que está preso em Curitiba. Outro delator, o doleiro Alberto Youssef, confirmou que, além disso, doou a Corrêa R$ 7 milhões para a campanha do ex-parlamentar à Câmara dos Deputados em 2010. Corrêa foi condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão, e cumpria prisão em regime aberto antes de ser preso. No depoimento, Lopez disse que viajava com dinheiro preso ao corpo para entregá-lo a pessoas indicadas pelo doleiro Alberto Youssef, para quem ele trabalhava. O doleiro é um dos operadores financeiros do esquema de corrupção na Petrobras. No depoimento, o delator também relatou pagamentos para Aline e Fábio Correa, filhos do ex-parlamentar. Lopez, que assinou acordo de delação premiada com a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF), disse que entregou dinheiro pessoalmente a Corrêa. Os pagamentos ocorreram na residência dele, no Recife, no apartamento funcional, em Brasília, e no escritório de Youssef. Segundo o delator, os pagamentos eram feitos uma ou duas vezes por mês e variavam entre R$ 150 mil e R$ 200 mil, somando valores que eram destinados ao ex-parlamentar e a terceiros, indicados por ele. Em uma planilha entregue aos investigadores, o delator disse que identificava os pagamentos feitos com os dizeres "BAND" e as iniciais do recebedor. Segundo ele, "BAND" significava bandidos, e era utilizado para se referir a pagamentos para políticos. Em outro depoimento, prestado nesta segunda-feira ao juiz Sérgio Moro, o doleiro Alberto Youssef, disse que os pagamentos ao ex-deputado ocorreram mesmo após a condenação no STF. O doleiro também afirmou que doou R$ 7 milhões para a campanha política de Corrêa à Câmara dos Deputados em 2010. A defesa do ex-deputado informou que só vai se pronunciar nos autos. O juiz Sérgio Moro marcou para esta quarta-feira audiência presencial para que Corrêa possa se defender das acusações.  
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