Rio de Janeiro, 18 de Março de 2026

MP vai arquivar novo inquérito sobre morte de Celso Daniel

Quarta, 22 de Novembro de 2006 às 19:22, por: CdB

O Ministério Público de São Paulo vai arquivar o inquérito da polícia paulista que concluiu que a morte de Celso Daniel (PT), prefeito assassinado de Santo André (SP), não teve motivação política.

- Não há divergência sobre crime político, mas a delegada não teria fortalecido a minha versão de crime cometido por uma quadrilha que atuava na prefeitura para obter recursos para o partido -, disse o promotor Roberto Wider, que atua no caso.

Para o promotor, Celso Daniel foi alvo de um crime encomendado porque havia decidido acabar com um esquema de corrupção na prefeitura cujos recursos iriam para o financiamento de campanhas eleitorais do PT.

A delegada Elisabete Sato, do 78o Distrito Policial (Jardins), foi indicada em 2005 pela Secretaria de Segurança para apurar novas denúncias feitas pela família de Celso Daniel. O Ministério Público solicitou então 16 diligências, que poderiam indicar outros autores e mandantes do crime. Em dezembro de 2003, os promotores já haviam denunciado o Sombra como um dos mandantes.

Wider diz que a delegada cumpriu apenas parcialmente a investigação. Segundo a assessoria da Secretaria de Segurança, Sato está em férias e não poderia se pronunciar. Entre as medidas solicitadas, estava a necessidade de quebra de sigilo de 34 números de telefones de envolvidos. Como o item não teria sido realizado, Wider afirma ter pedido agora autorização judicial para a quebra.

A morte de Celso Daniel foi investigada pela Polícia Civil que concluiu que se tratava de crime comum, cometido por uma quadrilha. A conclusão levou à prisão de vários integrantes da quadrilha. Como determina a lei, o caso pode ser investigado por 20 anos após o fato.

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