Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

MP pede quebra de sigilo de Waldomiro

O Ministério Público Federal pediu à Justiça a quebra dos sigilos bancário, telefônico e fiscal do ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz. Ele é investigado em inquérito aberto em 2001 pela Polícia Federal sobre ilegalidade nas Casas de Bingo do Brasil.(Leia Mais)

Quinta, 19 de Fevereiro de 2004 às 14:26, por: CdB

O Ministério Público Federal pediu à Justiça a quebra dos sigilos bancário, telefônico e fiscal do ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz. O pedido foi feito pelo procurador José Augusto Vagos.

O pedido se refere a um inquérito da Polícia Federal, instaurado em 2001, para apurar bingos e agentes públicos. Neste inquérito, são investigados o Bingo Scala, a Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro) e o próprio Waldomiro Diniz.

Flagrado em um vídeo cobrando propina durante a campanha eleitoral de 2002, Waldomiro presidiu a Loterj durante os governos Anthony Garotinho (1999 a abril de 2002) e Benedita da Silva (abril a dezembro de 2002), de fevereiro de 2001 a dezembro de 2002.

No mesmo inquérito da PF são investigados os empresários Francisco Recarey Vilar, Antônio Vilar Maronas e Daniel Homem de Carvalho. O Ministério Público Federal também pediu a quebra dos sigilos bancário, telefônico e fiscal de Daniel Homem de Carvalho.

Lavagem

A investigação do Ministério Público Federal no Rio sobre Waldomiro Diniz apura a suposta ligação dele com um caso de lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas, usando casas de jogos eletrônicos como lavanderia.

Defesa

No flagrante, Waldomiro pede dinheiro para financiar campanhas de candidatos a governador pelo PT, entre eles Geraldo Magela que concorria no Distrito Federal. Derrotado nas eleições de 2002, Magela nega que tenha recebido dinheiro e vai interpelar judicialmente o ex-assessor da Presidência da República. A denúncia de corrupção foi publicada na revista Época de semana passada e diz que Magela teria recebido R$ 100 mil. 

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