O Diário Oficial do Judiciário paulista publicou, nesta terça-feira, a ação proposta pelo Ministério Público para a quebra do sigilo bancário, fiscal e financeiro no Brasil da família do ex-governador Paulo Maluf, pré-candidato à Prefeitura de São Paulo.
Na Suíça, a Justiça localizou pelo menos 30 contas em nome de empresas ligadas ao ex-prefeito, que movimentaram cerca de US$ 200 milhões. A análise dos extratos mostram que muitos recursos foram enviados do Brasil. Foi pedida a quebra do sigilo de Paulo Maluf, da mulher dele, Silvia Maluf, dos filhos Flávio, Lina e Lígia Maluf, além da nora Jaqueline de um dos genros, Maurílio Cury. Os promotores querem ainda informações sobre oito empresas que movimentaram recursos no exterior.
O Judiciário suíço bloqueou US$ 5 bilhões que estavam depositados em nome dos filhos de Maluf. As movimentações estão sendo investigadas pelo Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro, ligado ao Ministério da Justiça. Se ficar comprovado que o dinheiro teve origem em corrupção os recursos deverão ser repatriados para o Brasil.