O Ministério Público de Igarapava, na região de Ribeirão Preto, pediu, nesta sexta-feira, a prisão preventiva de 30 acusados de participar de um esquema de aliciamento de menores na região do interior de São Paulo.
As meninas eram convidadas a participar de programas na porta da escola onde estudavam. Participavam da orgia policiais militares, políticos e comerciantes.
Quatro mandados já foram emitidos para a prisão de um policial civil e de três comerciantes da cidade. Um empresário está foragido.
Um rapaz de 27 anos foi preso em flagrante com duas meninas na semana passada.
Segundo o MP, cinco policiais militares foram transferidos para serviços administrativos na cidade de Franca depois de terem sido apontados como participantes do esquema.
São dois sargentos, dois cabos e um soldado que trabalhavam em Igarapava e em Aramina.
A diretora da escola, Maria de Fátima Barros, diz que suspeitou porque meninas de 12 e 13 anos chegavam sempre atrasadas na escola.
As garotas contaram a ela o que acontecia e o nome de outras colegas e clientes. As oito meninas têm de 12 a 17 anos.
Segundo ela, a pedido dos 'clientes', as meninas mais velhas iniciavam as mais novas na prostituição. Eles pagavam de R$ 10 a R$ 30 por programa.
Os acusados vão responder por atentado ao pudor e estupro. Segundo o Ministério Público, donos de motéis na cidade também serão responsabilizados, pois deixavam que as meninas entrassem sem pedir documentos.