Rio de Janeiro, 11 de Outubro de 2026

MP pede criação de novos leitos de CTI na rede estadual de saúde

O Ministério Público do Estado do Rio entrou com uma ação civil pública na Justiça para exigir a criação imediata de 349 novos leitos de tratamento intensivo na rede estadual de saúde. Segundo o MP, a ação foi proposta com base em investigações que revelaram que, diariamente, seis pessoas perdem a vida à espera de um leito de CTI no Rio.

Quinta, 11 de Agosto de 2011 às 10:26, por: CdB
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O Ministério Público (MP) do Estado do Rio entrou com uma ação civil pública na Justiça para exigir a criação imediata de 349 novos leitos de tratamento intensivo na rede estadual de saúde. Segundo o MP, a ação foi proposta com base em investigações que revelaram que, diariamente, seis pessoas perdem a vida à espera de um leito de centro de tratamento intensivo (CTI) no Rio. Segundo o MP, também foi levada em consideração portaria do Ministério da Saúde que estabelece percentual mínimo de leitos de CTI por habitante. O MP informou que busca uma solução desde novembro do ano passado, com a Secretaria Estadual de Saúde, por meio da assinatura de um termo de ajustamento de conduta, mas que ainda não teve sucesso. A ação também exige que o encaminhamento de pacientes às CTIs seja feito exclusivamente por meio da central de regulação de leitos do município do Rio, a fim de que os casos de maior gravidade tenham preferência e sejam atendidos com mais rapidez. Além disso, é exigido que todos os leitos da rede municipal passem a integrar essa central e que ela funcione corretamente. O caso tramita na 2ª Vara de Fazenda Pública. A Secretaria estadual de Saúde informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não foi notificada oficialmente quanto à ação proposta e, por isso, não pode se pronunciar. A assessoria informou ainda que a rede estadual tem 673 leitos de CTI, mais que o dobro do que havia em 2006 (269). A secretaria lembrou que, apesar de existirem mais de 3 mil leitos de CTI do Sistema Único de Saúde no Estado, a central de regulação só coordena o uso dos 673 leitos estaduais e de mais 64 leitos de CTI adulto de hospitais federais.
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