O Ministério Público Estadual determinou nesta sexta a reabertura do processo sobre a suposta execução por policiais de dois rapazes - um deles menor de idade - no morro da Providência, no Rio de Janeiro, em 27 de setembro.
- Da análise dos documentos juntados é de concluir-se pela existência de novas informações sobre o caso, com indicação de ocorrência de possível cometimento de crime por parte de policiais civis envolvidos na operação policial - escreveu no despacho de quatro páginas o procurador-geral de Justiça em exercício, Celso Fernando de Barros.
Barros levou em consideração novas informações contidas no depoimento de uma testemunha e a análise dos laudos elaborada pela perícia do Grupo de Apoio Técnico do MP. Segundo o jornal, o laudo que constava no processo arquivado não tinha a análise de duas armas: um fuzil israelense Galil e uma pistola Taurus.
O inquérito apura as mortes de Charles Machado da Silva, 16 anos, e Luciano Custódio Sales, 24, durante ação de policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Ele havia sido arquivado pelo Sidney Rosa da Silva.