Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

MP irá investigar atuação de grupos violentos em manifestações

Uma comissão especial, integrada por membros do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP) e das polícias Civil e Militar, vai investigar a atuação de grupos de vândalos durante as manifestações que estãp sendo realizadas no Rio.

Sexta, 19 de Julho de 2013 às 08:08, por: CdB
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O grupo terá o poder de avocar todas as investigações sobre os atos de vandalismo ocorridos nas últimas manifestações
Uma comissão especial, integrada por membros do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP) e das polícias Civil e Militar, vai investigar a atuação de grupos de vândalos durante as manifestações que estão sendo realizadas no Rio. O anúncio da criação da comissão foi feito, no fim da noite desta quinta-feira, na sede do MP, após reunião do procurador-geral de Justiça, Marfan Vieira, com representantes do governo do estado e da cúpula da Secretaria de Segurança Pública. O grupo terá o poder de avocar todas as investigações sobre os atos de vandalismo ocorridos nas últimas manifestações. Na última quarta-feira e madrugada desta quinta, um grupo de baderneiros aproveitou uma manifestação pacífica contra o governador Sérgio Cabral, para cometer ações de vandalismo contra lojas comerciais, agências bancárias, bancas de jornais, nos bairros do Leblon e de Ipanema. Eles também saquearam o comércio, destruíram caixas coletoras de lixo e atearam fogo a cones de sinalização e nos materiais retirados das lojas saqueadas. O decreto criando a comissão foi preparado nesta sexta-ferira, segundo o secretário da Casa Civil do governo fluminense, Regis Fichtner. Participaram também do encontro, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, a chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, e o comandante da Polícia Militar, coronel Erir Ribeiro Costa Filho. De acordo com o procurador-geral de Justiça, Marfan Vieira, os promotores acompanharão o trabalho investigatório, apontando as diligências que julgarem necessárias, para posterior ingresso das ações penais que responsabilizarão em juízo os envolvidos em atos criminosos.

Polícia soma 62 prisões em flagrante nas manifestações

De 10 de junho até agora, 62 pessoas foram presas em flagrante nas diversas manifestações na região metropolitana do Rio de Janeiro, entre elas 25 menores apreendidos. Todas por atos de violência como furto qualificado, formação de quadrilha e porte de explosivos. O balanço foi divulgado pela Polícia Civil do Rio. De acordo com o levantamento, 37 dos presos foram liberados mediante o pagamento de fiança. Na manifestação da noite de quarta-feira e madrugada de quinta, no bairro do Leblon, na Zona Sul da capital, 9 pessoas foram presas em flagrante, todas autuadas por formação de quadrilha. Oito pagaram fiança, como prevê a lei, e foram liberadas, mas uma, por ser flagrado com artefato explosivo, ficou presa. Além das prisões em flagrante, investigações conduzidas pela 5ª Delegacia Policial, no centro do Rio, identificaram em redes sociais e durante os protestos 7 pessoas. Cinco delas foram autuadas por incitação à violência e duas por apologia ao crime, delitos de competência do Juizado Especial Criminal (Jecrim). Todas depuseram e foram liberadas. Segundo o balanço da Polícia Civil, o maior número de prisões na capital fluminense ocorreu na manifestação de 17 de junho, durante a depredação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), quando foram detidas 13 pessoas e apreendidos dois menores. No dia seguinte, nos protestos nas cidades de Niterói e São Gonçalo, ocorreram 14 prisões em flagrante e duas apreensões de menores. Na manifestação do dia 21 de junho, na Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, 10 pessoas foram presas e 13 menores apreendidos.
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