Rio de Janeiro, 22 de Agosto de 2026

MP investiga compra de imóvel por secretário do governo de SP

O Ministério Público de São Paulo (MP) abriu um inquérito para apurar a compra de um apartamento pelo secretário-chefe da Casa Civil

Quarta, 02 de Março de 2016 às 11:10, por: CdB

 

O MP vai apurar se o secretário praticou atos de improbidade administrativa. A portaria de instauração do inquérito

  Por Redação, com ABr - de São Paulo:   O Ministério Público de São Paulo (MP) abriu um inquérito para apurar a compra de um apartamento pelo secretário-chefe da Casa Civil do governo de São Paulo, Edson Aparecido. O promotor Marcelo Milani decidiu começar a investigação após reportagem do Portal UOL denunciar a suposta compra de um imóvel por um terço do valor de mercado. Segundo o texto, o apartamento, localizado na Zonal Sul da capital paulista, valeria cerca de R$ 2 milhões, mas foi adquirido por R$ 602 mil.
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O Ministério Público de São Paulo (MP) abriu um inquérito para apurar a compra de um apartamento pelo secretário-chefe da Casa Civil do governo de São Paulo
O promotor destaca que o proprietário do imóvel, Luiz Alberto Kamilos, também é dono da Construtora Kamilos. A empresa, segundo Milani, foi contratada pelo estado de São Paulo para a execução "de vultuosas obras públicas”. Para ele, o caso gerou suspeitas sobre a possível incompatibilidade entre a reumuneração de Edson Aparecido, no cargo público que ocupa, e sua respectiva evolução patrimonial. O MP vai apurar se o secretário praticou atos de improbidade administrativa. A portaria de instauração do inquérito, assinada na última segunda-feira, dá dez dias para que o secretário preste esclarecimentos sobre o caso. Edson Aparecido disse, por meio de nota, que prestará todos os esclarecimentos necessários ao Ministério Público. Segundo ele, o apartamento foi comprado de maneira “lícita e transparente” há mais de 10 anos, quando ainda não fazia parte do governo. “Tudo foi devidamente registrado nos órgãos competentes e declarado à Receita Federal e aos respectivos Tribunais Eleitorais. Não há nenhuma ilegalidade ou qualquer ocultação de patrimônio”, destaca o secretário em comunicado.
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