Rio de Janeiro, 11 de Fevereiro de 2026

MP interroga policial que ligou para prostitutas

Segunda, 13 de Agosto de 2007 às 16:38, por: CdB

O policial militar Washington Luiz Gomes da Luz confirmou nesta segunda-feira ser sua a voz na ligação feita a partir do serviço reservado do 31º Batalhão de Polícia Militar para Sandra Arruda, acusada de comandar uma rede de prostituição na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. No depoimento o policial se declarou inocente da acusação de envolvimento com o crime.  Ela está presa desde sexta-feira, junto com o também PM Adelino Correia, que também estaria envolvido no caso. Ele foi preso administrativamente na última sexta-feira por 72 horas.

Em seu depoimento, ele declarou ter conhecido Sandra em uma casa de festas no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio, e saber do envolvimento dela com a prostituição na área. Sobre Adelino, o outro policial militar preso sob acusação de envolvimento no caso e que trabalhava no Palácio Guanabara, sede do governo do estado, Washington informou que ele participava da milícia da Tijuquinha.

Washington alegou "realizar investigações" para usar o telefone do batalhão e ligar para Sandra Arruda. Mesmo tendo ordens para combater a prostituição na área, ele nada teria feito contra Sandra por ser uma "conhecida". Segundo o MP, ele pode ser, então, considerado omisso por não executar deu dever. Nesse caso, ele seria acusado de participação nos crimes de exploração sexual infantil, rufianismo (lucro através da prostituição) e crime de prevaricação (falta do cumprimento do dever por interesse ou má-fé), junto com Adelino Correia e Sandra Arruda.

O caso passará para a 11ª Vara Criminal, no Fórum Central. O depoimento de Washington foi encaminhado para o promotor Valério Nascimento. Segundo o tenente-coronel Franco Nunes, chefe da 1ª Delegacia Policial de Justiça Militar (DPJM), presente ao depoimento, não há ainda provas contundentes do envolvimento do policial. Por isso, Washington foi liberado, mas deverá prestar novos esclarecimentos quando solicitado. Ele permanecerá no 31º BPM, porém sem executar suas tarefas rotineiras.
 

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