A ação é um desdobramento da Operação Ouro Negro que prendeu, em março, integrantes de uma quadrilha encarregada de desviar combustível e petróleo
Por Redação, com ABr - do Rio de Janeiro:
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco) e a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil do Rio cumpriram nesta sexta-feira mandados de prisão preventiva contra dois empresários paulistas, identificados como sócios de uma refinaria clandestina.
Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em locais apontados como sede de uma outra refinaria e de uma transportadora. Ambas utilizadas pela quadrilha em São Paulo.
A ação é um desdobramento da Operação Ouro Negro que prendeu, em março, integrantes de uma quadrilha encarregada de desviar combustível e petróleo dos dutos da Transpetro, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense para revenda ilegal.
A operação desta sexta-feira contou com o apoio do Ministério Público de São Paulo. Foram denunciados à Justiça os irmãos Anderson Daniel Espego e Adelcio Rogério Espego. Pelos crimes de organização criminosa para a prática de furto qualificado de combustível e de petróleo cru. Os dois são apontados como administradores da Superoilbras.
Durante a Operação Ouro Negro, foram encontrados na empresa mais de um 1,5 milhão de litros de petróleo. Segundo a denúncia, os irmãos recebiam o petróleo e o refinavam sabendo da origem ilegal. Eles também mantinham contato com o denunciado Denilson Silva Pessanha (“Maninho” ou “Carioca”). Ex-vereador em Duque de Caxias e chefe do núcleo no Rio de Janeiro, que continua foragido.
As empresas estão localizadas nos municípios de Artur Nogueira e Cosmópolis, em São Paulo. Também são cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas dos acusados em Paulínia, no interior paulista. Os mandados foram deferidos pela 3ª Vara Criminal de Duque de Caxias.
Denúncia
A denúncia oferecida pelo Ministério Público do Rio à Justiça demonstra que, apenas em 2016, o grupo desviou cerca de 14 milhões de litros e causou um prejuízo de aproximadamente R$ 33,4 milhões à Transpetro. O grupo operou entre junho de 2015 e março deste ano e utilizava a técnica da trepanação, que consistia na instalação de uma derivação clandestina na tubulação perfurada sem que haja a necessidade de fechar o abastecimento do produto. As ligações clandestinas foram instaladas em vários terrenos em Caxias, Magé, Nova Iguaçu e, até mesmo, próximo ao Arco Metropolitano.