Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2026

MP chega ao Senado e Paim reforça oposição

Sexta, 04 de Junho de 2004 às 08:12, por: CdB

O presidente da sessão ordinária não deliberativa desta sexta-feira no Senado Federal, Senador Rodolplho Tourinho (PFL-BA), comunicou a chegada da Medida Provisória que reajustou o salário mínimo de R$ 240 para R$ 260, enviada pela Câmara dos Deputados. Mas a oposição ao valor cresce na Casa, até mesmo entre os petistas, liderados por Paulo Paim.

O senador Paulo Paim disse que "hoje haveria 90% de chances" de a MP ser rejeitada no Senado. Paim reafirmou que 53 dos 81 senadores já sinalizaram ser contrários à MP, mas admitiu que a 'máquina do governo é poderosa' e que 'boa parte dos senadores poderá mudar de opinião".

Os senadores têm até 13 de junho para analisar a medida provisória, sem que ela impeça outras votações na Casa. A partir de 14 de junho, automaticamente, ela passará a ter prioridade de votação sobre outras matérias. O prazo constitucional de vigência da medida provisória se esgota em 28 de junho.

Outras quatro medidas provisórias aguardam votação no Senado. A sessão ordinária desta quinta foi antecipada para 10h a fim de votar as matérias, mas não houve deliberação.
Aguardam votação as seguintes medidas provisórias: a que trata da antecipação dos recursos provenientes da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (CIDE), que trata da criação de conta corrente de depósito para investimentos com isenção de CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) para investidor que trocar de aplicação; a que abre crédito extraordinário de R$ 1,4 bilhão para o aumento do capital social do Banco do Brasil; e a que autoriza a Eletrobrás a efetuar capitalização junto à Companhia Energética do Maranhão (Cemar).

 

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