Não dá para entender o Ministério Público Federal. O órgão entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal em Guarulhos com a intenção de impedir uma obra no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A obra, no valor total de R$ 85,75 milhões, teve uma contratação sem licitação. Explica-se: exige o regime emergencial para evitar o colapso do aeroporto, cujo fluxo de passageiros já se encontra na casa dos 20 milhões de passageiros por ano.
A reforma prevista transformará o antigo hangar da Vasp em um terminal remoto para passageiros. Com isso, será possível atender a mais 5,5 milhões de passageiros por ano. Mas, com a ação do MP, vemos que o órgão quer impedir as obras. Seus representantes querem o caos nos aeroportos para, depois, responsabilizarem o governo por não solucionar o problema.
Até quando?
Junto com o TCU, o MPF é responsável pela paralisação, há anos, das obras de vários aeroportos do país. Vitória e Goiânia são dois exemplos, só para citar os casos mais escabrosos.
Até quando vamos tolerar essas medidas? Representam um abuso de autoridade que não contribui em nada para combater desvios e irregularidades. Ao contrário. Ao agir assim, o MP paralisa obras e aumenta seus custos. E importantes obras em todo o país têm suas inaugurações atrasadas.