Rio de Janeiro, 31 de Janeiro de 2026

MP adia denúncia contra envolvidos na Operação Xeque-Mate

Terça, 19 de Junho de 2007 às 09:26, por: CdB

O MPF (Ministério Público Federal) decidiu analisar por mais um dia o relatório da Polícia Federal sobre a Operação Xeque-Mate antes de apresentar a denúncia contra os suspeitos de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis.

Na sexta-feira, o MPF havia informado que apresentaria na última segunda-feira a denúncia contra os suspeitos, mas isso só deve ocorrer nesta terça-feira. O prazo se esgota hoje à tarde.

Entre os indiciados pela PF, que podem ser denunciados pelo MPF à 5ª Vara Federal de Campo Grande, está o aposentado Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele foi indiciado sob suspeita de tráfico de influência em órgãos públicos e exploração de prestígio no Judiciário. Se denunciado e condenado, Vavá pode pegar de três a dez anos de prisão.

Existe a possibilidade de o processo contra Vavá ser desmembrado e enviado à Justiça Federal de São Bernardo do Campo (SP). A medida seria para apurar suposto crime de corrupção ativa em órgãos públicos.

Ontem o MPF não deu informações sobre que providência pretende tomar. Procurado pela reportagem, o advogado de Vavá, Nelson Alfonso, não telefonou de volta.

Também foi indiciado o servidor público Dario Morelli Filho, compadre de Lula. A PF o acusa de corromper policiais, de contrabando de componentes de caça-níqueis, falsidade ideológica, sonegação fiscal e exploração de jogo de azar.

Pelos mesmos crimes foi indiciado o empresário de jogos Nilton Cezar Servo, que ainda está preso. Morelli foi liberado na semana passada. Servo e Morelli são, segundo a PF, donos de uma casa de jogos em Ilhabela (SP) aberta em nome de laranjas.

Os dois podem ser condenados, caso sejam denunciados, a pena mínima de sete anos e três meses e máxima de 28 anos.

Os advogados de Servo e Morelli negam que seus clientes tenham envolvimento com a máfia dos caça-níqueis, alvo da Operação Xeque-Mate, que resultou no indiciamento de 101 pessoas.

O MPF analisa se denuncia 58 dos 101 indiciados. Os outros 43 estão sob responsabilidade de Justiça Estadual de Três Lagoas.

Dos 58 alvos de análise do MPF, sete estão presos e dois foragidos. No total, incluindo os acusados de Três Lagoas, são 26 presos. Na operação foram expedidos 85 mandados de prisão.

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