Promotores do Ministério Público de Santo André enviaram nesta quarta-feira uma representação ao procurador-geral do Estado de São Paulo, Rodrigo César Rebello Pinho, acusando o deputado estadual do PT Donisete Braga de ter participado da morte do prefeito Celso Daniel, em 2002.
A acusação se baseia em registros da movimentação do telefone celular de Braga. O deputado esteve, no dia do crime, na região em que foi achado o corpo de Daniel. A região é a mesma onde Celso Daniel foi mantido em cativeiro e o veículo do seqüestro foi encontrado.
Braga nega ter estado no local. Ele afirmou em depoimento oficial que esteve reunido com o governador Geraldo Alckmin, no Palácio dos Bandeirantes, na mesma data.
Um rastreamento indica que Braga ligou ainda para o empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, acusado de ser o mandante, à 1h26m do dia 20. Ao quebrar o sigilo bancário do empresário, os promotores verificaram que o deputado recebeu dinheiro de Sombra através de três cheques.
Os promotores chegaram até o deputado através da quebra de sigilo telefônico determinada pela Justiça do telefone de Sérgio Gomes. Celso Daniel foi seqüestrado na noite de 18 de janeiro de 2002 quando voltava com o empresário Sérgio Gomes da Silva de um restaurante em São Paulo. O carro foi abordado por vários homens armados e, dois dias depois, a polícia encontrou o corpo do prefeito paulista em uma estrada a 78 km de São Paulo.