Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Movimentos sociais têm direito de lutar, diz Dulci

Sábado, 24 de Abril de 2004 às 06:54, por: CdB

 Em entrevista publicada na revista Época desta semana, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci, afirma que os trabalhadores sem-terra têm o direito de ir à luta, desde que dentro da lei.

O ministro admite que existe uma série de reivindicações sociais legítimas, mas que elas não se resolverão em "um passe de mágica". "Procuramos resolver os problemas atacando suas causas e não apenas buscando um bode expiatório para eles", disse Dulci à Época.

Em relação às críticas da oposição ao governo federal, ele diz que "a oposição antecipou a campanha eleitoral de outubro e atribui ao governo todos os problemas do país, em especial aqueles que ela não conseguiu resolver em oito anos".

Durante a entrevista, Dulci elogiou a atuação do governo petista na questão da reforma agrária. "O governo adotou um plano de apoio à agricultura familiar que beneficiou mais de 1,5 milhão de famílias com a maior linha de crédito da história do país, de R$ 5,3 bilhões", afirmou.

O ministro também criticou a gestão FHC. Segundo ele, cerca de 80% das 400 mil famílias assentadas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso "não produziam rigorosamente nada e viviam da doação de cestas básicas. Era gente assentada em terra imprópria para a agricultura, longe das estradas e, na maioria dos casos, sem luz e sem água."

Sobre o chamado "abril vermelho", o ministro disse que "considera naturais todas as mobilizações feitas dentro da lei". No caso do MST, a única atitude condenada pelo ministro é a invasão de fazendas produtivas.

Aumento salarial dos servidores públicos e o chamado "assembleísmo" do PT foram outros temas abordados por Dulci na entrevista à Época.

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