Onovo ministro de defesa, Celso Amorim, acenou com a possibilidade de retirar astropas, lideradas pelo Brasil no Haiti. Os movimentos sociais, reunidos noSeminário da 5ª Semana Social Brasileira, que ocorreu em Brasília, regiãoCentro-Oeste do país, nos dias 10 e 11 de agosto, fizeram uma nota de apoio àiniciativa pública do ministro. A nota foi lida e aprovada pelos presentes no eventoe será entregue na próxima semana no Ministério da Defesa e Itamaraty.
Osmovimentos sociais, redes, Organizações, que desejarem apoiar a iniciativa,poderão enviar nome completo da organização para jubileubrasil@terra.com.br até segunda, dia15 de agosto.
Segundoa nota, oito anos se passaram desde que as tropas militares brasileirasocuparam o Haiti. "Até agora não se tem um balanço profundo dos efeitos reaisdessa presença militar no país mais pobre das Américas. Ao contrário, estaocupação tem significado, na visão de muitos, a negação de princípios básicosdo direito internacional público”.
Desde2004, os movimentos sociais pressionam o governo brasileiro e a Organização dasNações Unidas (ONU) pela retirada das tropas naquele país.
Apresença opressora e espoliadora se contradiz com a intenção de promover aestabilização, "O povo desassistido e oprimido do Haiti não precisa de tropasmilitares, de intervenção bélica, policiamento, mas sim de ser exonerado doilegal e ilegítimo endividamento externo mantido para o lucro do sistemafinanceiro internacional especulativo”, denunciam.
Anota apela para que "a comunidade internacional não ignore os extremossofrimentos dos haitianos, submetidos às exigências mutiladoras dos interessesfinanceiros globalizados, suportando com a fome – como demonstraram as recentesmobilizações - e o desemprego, apesar disso, o terror militarizado, onde aopressão, os tiros, as armas, a morte substituem o que deveria serfeito”.
Acomunidade haitiana necessita antes de tudo de "apoio técnico para suaagricultura, médicos para sua população, e de implantação internacional deprojetos sociais de saúde, saneamento, educação e pleno emprego, que estimulemem curto prazo sua emancipação”, finalizam.