Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Movimentos sociais fazem protesto em apoio à Petrobras

Integrantes de centrais sindicais e movimentos sociais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) convocaram manifestações para esta sexta-feira em 25 capitais.

Sexta, 13 de Março de 2015 às 08:43, por: CdB
protesto.jpg
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) convocaram manifestações para esta sexta-feira em 25 capitais
  Integrantes de centrais sindicais e movimentos sociais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) convocaram manifestações para esta sexta-feira em 25 capitais. O ato, de acordo com a CUT, é em apoio à Petrobras, em defesa dos direitos dos trabalhadores, pela reforma política e contra as medidas de ajuste fiscal anunciadas pelo governo. No início das manifestações, teve um tuitaço, quando várias pessoas publicaram simultaneamente na rede social Twitter. “Conclamamos todas as entidades da CUT e todos os trabalhadores e trabalhadoras a participar das mobilizações para defender nossos direitos e o não ao (projeto de lei) PL 4.330 e à retirada imediata das (medidas provisórias) MPs 664 e 665”, diz trecho de resolução aprovada esta semana pelo diretório nacional da CUT. Trabalhadores da Refinaria de Duque Caxias (Reduc), na Baixada Fluminense, fizeram uma paralisação de quatro horas em defesa da Petrobras. Entre 5h e 9h, petroleiros, movimentos sociais e estudantes protestaram em frente a unidade, contra o anúncio de desenvestimento (venda de ativos) de US$ 13,7 bilhões da estatal e que provocará desemprego no país, na avaliação do sindicato da categoria. Simão Zanardi, presidente do Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias, estima que o desenvestimento anunciado semana passada desempregará cerca de 600 mil pessoas até meados de 2015. Se a meta da venda de bens for cumprida, a estimativa dele é que 1,5 milhão de trabalhadores diretos e indiretos da companhia ficarão sem emprego. - A Petrobras investe cerca de R$ 300 milhões por dia no país, se ela para, teremos demissões em cadeia - afirmou. No Rio de Janeiro, a maioria dos atingidos são do setor naval ou metalúrgicos desligados do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Segundo Zanardi, entre os funcionários há a informação de que o Comperj será desativado até 2021. A estatal, procurada pela reportagem, não confirma essa intenção. Como fim do protesto em Duque de Caxias, os petroleiros e os ativistas se organizam para participar de ato em defesa da Petrobras no centro do Rio, a partir das 13h. Em Cubatão A circulação de veículos foi bloqueada nas duas pistas da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, uma das principais ligações de acesso ao Porto de Santos, entre Cubatão, na Baixada Santista, e o Guarujá, no litoral norte. A interdição provocada por uma manifestação ocorre no quilômetro (km) 268. Estão previstas manifestações de trabalhadores em Rio Branco, São Paulo, Vitória, São Luís, Brasília, Salvador, Curitiba, Belo Horizonte e Amapá.

Sindicato dos Petroleiros

Os petroleiros da Refinaria de Paulínia, na região de Campinas, atrasaram a entrada nesta sext-feira em serviço por cerca de uma hora e meia, segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), para ouvir os esclarecimentos sobre a mobilização nacional em defesa da Petrobras, dos direitos da classe trabalhadora e da democracia. O ato ocorreu nesta sexta em várias capitais. Em São Paulo começou, na Avenida Paulista, em frente à sede regional da estatal. A FUP informou que desde a semana passada o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) tem procurado esclarecer os motivos do ato nos variados turnos da refinaria.  De acordo com a entidade, um ônibus com representantes da categoria vai sair às 12h30 da sede regional do sindicato, em Campinas rumo à  Avenida Paulista. Em nota, o coordenador da FUP, José Maria Rangel, defendeu a necessidade urgente de lutar pela soberania nacional e pelo emprego dos petroleiros e o controle das reservas. O ato também pretende pedir a revogação das medidas provisórias que tratam dos benefícios sociais, retiram direitos da classe trabalhadora ao alterar os critérios em torno de pensões por morte e do acesso a benefícios previdenciários, como o seguro desemprego, o auxílio-doença e o abono salarial. Os petroleiros argumentam que o governo deveria trocar essas medidas pela taxação de grandes fortunas. A categoria também reivindica reformas na estrutura política.
Tags:
Edições digital e impressa