Hoje (22), às 19h, a Frente Ampla de Luta Popular (Falpo) realizará um protesto na cidade dominicana de São Francisco de Macorís, capital da província de Duarte. Com tochas em punho, os manifestantes irão rechaçar o "pacotaço” de reformas fiscais exigidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) que o presidente, Leonel Fernández, enviou ao Congresso.
De acordo com o coordenador da Nova Coordenação do Movimento Popular – da qual a Falpo faz parte–, Milcíades Geraldo, a manifestação de hoje ocorre como momento preparatório para a greve nacional convocada para o dia 11 de julho.
Ele esclareceu que além da retirada do pacote fiscal, os movimentos lutam para que o aumento de 8% sobre a tarifa elétrica seja revogado (nos últimos dois anos, os aumentos somam 30%) e para que não haja mais apagões. Na opinião da Falpo, a "fracassada” privatização do sistema elétrico, a corrupção dos gestores e os poucos investimentos em energias alternativas desencadearam os problemas apontados.
As organizações exigem ainda a modificação da Lei de Hidrocarbonetos e o fim dos constantes reajustes nos preços dos combustíveis; punição de corruptos, com prisão e confisco de seus bens; e assinatura de 4% dos ingressos contemplados no pressuposto nacional para a educação.
Com relação ao síndico municipal de São Francisco de Macorís, Félix Rodriguez, exigem que "se ocupe do município e invista devidamente os recursos como corresponde e no que a gente verdadeiramente necessita”. Além disso, reivindicam a execução de obras comunitárias, promessa que o governo central não cumpriu.
Geraldo qualificou a situação do país como de "abandono”, o que os ativistas da Falpo constataram, durante ações organizativas, no interior da província de Duarte, em Las Guáranas, Pimentel, Castillo e em comunidades do Baixo Yuna. Segundo ele, os problemas mais sérios se concentram na educação, saúde e nos altos níveis de desemprego.
Próximas ações
Os movimentos realizarão várias atividades no sentido de se mobilizar para a greve nacional de 11 de julho, deliberada pela Assembleia pela defesa do povo, no último dia 19.
No próximo domingo (26), haverá manifestação no município de Castillo e três dias depois (29), paralisação de atividades. Os moradores reclamam que o governo se mostra indiferente às suas demandas.
No dia 28, na província de Santiago, ativistas realizarão um piquete no Palácio de Justiça de Santiago para pedir a destituição da procuradora fiscal, Jenny Berenice Reynoso. Ainda nesta província, no município de Navarrete, haverá paralisação no dia 4 de julho.
Para a greve, Geraldo solicitou o apoio de toda a população e informou que a Falpo sugere algumas atitudes em protesto contra o governo, como colocar um pano negro na porta de casa, transitar com as luzes dos veículos acesas, usar uma cinta negra e, ao meio-dia, fazer barulho com panelas vazias em cada comunidade.
Com informações de Prensa Latina e mídia nacional.