Com a palavra de ordem "Quebremos as correntes doendividamento”, movimentos lançaram convocatória para a Semanade Ação Global contra a Dívida e as Instituições Financeiras Internacionais(IFIS), que ocorrerá entre os dias 8e 16 de outubro, com mobilizações em todo o mundo.
A mobilização, em sua quinta edição, é umainiciativa da Campanha Internacional Sul Nortesobre a Dívida Ilegítima em resposta à Reunião Anual do Banco Mundial e doFundo Monetário Internacional (FMI). Neste ano, a reunião ocorrerá entre osdias 23 e 25 de setembro, nos Estados Unidos.
De acordo com a programação dos movimentos sociais, no dia 12 deoutubro, haverá a Minga Global de Defesa dos Direitos da Mãe Terra e Dia deAção Global contra o Capitalismo, organizada pela Assembleia de MovimentosSociais.
Já no dia 13, ocorre o Dia de Ação Banco Mundial fora do Clima! Dandosequência, o 15 de outubro será dedicado ao Dia de Repúdio à Dívida em memóriade Thomas Sankara (ex-presidente de Burkina Faso, que pediu o repúdio à dívidaantes de seu assassinato, em 15 de outubro de 1987) e também pela MobilizaçãoInternacional do Movimento dos Indignados/as.
Frente ao custo humano, social e ecológico da dívida, osmanifestantes exortam todos a exigir prestação de contas e transparência nomanejo das finanças públicas, bem como suspensão do pagamento da dívida e arealização de auditorias integrais e participativas da dívida imediatamente.
"Quebremos as correntes do endividamento! Para assim podermostrabalhar juntos em questões centrais para a vida: a erradicação da pobreza, ogozo dos direitos humanos, a defesa dos povos e da Natureza, a soberaniapolítica e financeira, e a construção de sistemas economicossociais inclusivose equitativos para todas e todos”, conclamam.
Em contraposição, pontuam que os povos devem exigirsoluções alternativas, de financiamento soberano e democrático, que tenham porbase o respeito aos direitos humanos e à natureza. Para reforçar a importânciada semana, os militantes destacam os "estragos” causados pelo endividamentopara os povos do Sul.
"Na Europa e América do Norte, a segurança socialestá sendo desmantelada em nome da austeridade fiscal, enquanto que milhões depessoas não conseguem encontrar trabalho digno e os investimentos militarescrescem. Ao redor do mundo, os povos lutam para obter a prestação de serviçospúblicos e direitos básicos como a saúde, a educação, a água, a moradia, aprevidência social, a reforma agrária e urbana, enquanto os governosprivilegiam o pagamento dos juros de uma dívida muitas vezes mal-contraída”,denunciam.
Esclarecem que as dívidas são falsas soluções,apontadas pelo mesmo mercado financeiro que cria as crises econômicas. Segundoos movimentos que puxam a Semana, a dívida é ilegítima. "Adquirida em nome dos povos, porém destinada abeneficiar banqueiros e políticos corruptos, grandes multinacionais, interessesespeculativos, criminalização e repressão contra a resistência popular”, afirmam.
Organizações e movimentos interessados em aderir à Semana ouinformar sobre suas ações para o período devem escrever para semanadeuda@gmail.com. Mais informações no blog http://semanadeuda.wordpress.com.