Rio de Janeiro, 18 de Maio de 2026

Motoristas e cobradores de ônibus fazem nova greve

Quinta, 07 de Julho de 2005 às 08:59, por: CdB

Motoristas, cobradores e fiscais de ônibus de Cuiabá e Várzea Grande, no Estado de Mato Grosso, vão fazer uma segunda paralisação de suas atividades, nesta segunda-feira. A greve retornou, após a última feita em maio, devido aos entraves ainda não resolvidos entre empregados e empresas: o reajuste de 8% dos salários e o adicional de penosidade de R$ 90 para motoristas e cobradores, referente ao estresse causado pelo trabalho.

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano (STU) recorrera ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para mudar o percentual do reajuste e questionar o adicional de penosidade. Em seguida, solicitou que, enquanto isto não for julgado, as empresas não sejam obrigadas a cumprir a sentença de primeira instância, expedida pelo TRT. Além disso, o STU apelou ainda à Justiça para tentar impedir esta última greve, mas o juiz João Carlos Ribeiro entendeu que isso é um direito dos trabalhadores se as empresas não estiverem cumprindo a sentença do dissídio coletivo.

O Tribunal Superior ainda não decidiu a respeito dos pedidos. As cinco das nove empresas com salários atrasados devem pagar os de junho até a meia noite desta sexta-feira. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores disse que quem não cumprir estes dois pontos terá o serviço suspenso. Por isso, somente no final desta sexta será possível saber que impacto a greve causará nos 300 mil usuários do transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande.

De acordo com o Sindicato dos Motoristas Profissionais e Trabalhadores em Empresas de Transporte Terrestre em Cuiabá e Região (STETT/CR), a Arara Azul aplicou um reajuste de 6,61% sobre os salários com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e não pagou o adicional de R$ 90.

O presidente do STETT/CR, Ledevino da Conceição, informou que os ônibus da empresa Arara Azul deixarão de circular. Já a Tuiuiú Transportes e a Norte Sul adotaram o reajuste 8%, pagaram o adicional e por isso não serão alvo dos grevistas. A AGE Transportes aplicou o aumento mas não pagou os R$ 90 referentes à penosidade do trabalho. A empresa teria proposto pagar o restante até o dia 25. A proposta ainda será analisada pelos trabalhadores.

 
 

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