Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Motivos de Bush para a invasão do Iraque (I) Petróleo

Terça, 27 de Julho de 2004 às 10:49, por: CdB

A invasão do Iraque junta três "coelhos" que o presidente Bush queria acertar com uma cajadada só. Petróleo, vingar George Bush pai, fazer "algo grande" depois dos atentados.

A questão do petróleo, levantada inicialmente e depois deixada de lado pela imprensa, é confirmada com vários indícios.

O alto comprometimento da campanha de Bush e Cheney com a indústria da energia, começou pelas altas somas de contribuição para a campanha, ou seja, a indústria de energia "legalmente" comprou Bush e Cheney.

O primeiro sinal desse comprometimento foi a negação dos Estados Unidos, assim que Bush tomou posse, de assinar o Protocolo de Kyoto, o qual Bill Clinton já tinha se comprometido a assinar.

Os Estados Unidos são responsáveis por mais da metade da emissão de gases poluentes na atmosfera, contudo, se negam a assinar um termo em que as indústrias de energia e combustíveis teriam que diminuir essa emissão, aumentando seus custos de produção.

A maioria delas, vive da queima de carvão vegetal e um novo campo para explorar petróleo seria ótimo.

Algumas tiveram lucro grande com a invasão, como a empresa em que Cheney foi presidente por cinco anos, a Halliburton, que já conseguiu contratos milionários no Iraque.

Um estudo do mês passado, diz que os Estados Unidos só usaram 2% do que foi pedido ao Congresso para ajudar na reconstrução até agora. Os outros 98% vêm da exploração do petróleo do próprio Iraque.

Somente nove dias em eu gabinete novo na Casa Branca, Bush criou o Grupo de Desenvolvimento da Política de Energia Nacional, presidido pelo seu vice-presidente. O grupo foi encarregado de desenvolver uma política de energia nacional.

Isso gerou uma grande confusão, porque o comitê responsável por supervisionar as atividades desse Grupo de Desenvolvimento não conseguiu sequer ter acesso às empresas que estavam envolvidas. Foi travada uma verdadeira batalha judicial, mas Cheney não permitiu que os nomes vazassem.

Há quem diga que ele queria esconder as reuniões com funcionários da Enron (a famosa gigante que quebrou devido a falsos balanços comerciais, um pouco antes dos ataques de 11 de setembro).

A conclusão a que muitos analistas chegam é que fica óbvio que a política nacional de energia foi projetada para auxiliar os grandes contribuintes da campanha Bush-Cheney.

Além disso, ainda confirma o que Osama Bin Laden havia previsto, " a América irá invadir um país que tenha boas reservas de petróleo. É isso que o que eles querem".

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