Rio de Janeiro, 28 de Setembro de 2026

Motivos de Bush para a invasão do Iraque (II) Ataques de 11 de setembro

Quarta, 28 de Julho de 2004 às 11:38, por: CdB

Além do petróleo e de vingança pessoal, George Bush precisava mostrar para o povo norte-americano e para o mundo, que realmente "fez algo grande" após os atentados de 11 de setembro.

Quando os atentados aconteceram, os Estados Unidos estavam cobertos pela avalanche de balanços falsos de grandes corporações. Muitos executivos estavam sendo presos por fraude, muitas empresas estavam realmente quebradas e isso agitava o mercado interno e externo.

A pior conseqüência dessas quedas é que elas denunciavam realmente que os EUA não tinham crescido economicamente tanto quanto fora anunciado.

No meio dessas empresas, e puxando o bloco dos gigantes que caíram estava a Enron. Mais tarde veio à tona que Dick Cheney, o vice de Bush, havia se encontrado com altos executivos da empresa. Até hoje se especula o que realmente havia nessa ligação.

A primeira coisa que Bush fez foi invadir o Afeganistão. Isso depois de esperar quase cinco semanas para o Talibã entregar Osama Bin Laden. Uma outra crítica surge aqui: "por que Bush esperou tanto tempo?".

Bin Laden até hoje não foi encontrado. Virou um paralelepípedo na garganta de Kid Bush, que não conseguiu pegar o inimigo número 1 da América naquele momento.

Então ele desviou a atenção para o Iraque e colocou Saddam Hussein no lugar de Bin Laden.

Invadir o Afeganistão que praticamente não esboçou reação, não teve muita graça. A milícia Talibã expressou algum tipo de impedimento, mas não o suficiente.

Ele precisava de algo grandioso. Precisava "vingar" o povo norte-americano. O recado que Bush queria passar era "não se metam nem com o Texas, nem com os Estados Unidos".

Usou sua ideologia de "ataque preventivo", típica da cabeça dos seus vulcanos (Rumsfeld, Condi Rice, Paul Wolwofitz e Colin Powell) pós-Guerra Fria.

A verdade é que Bush adorou os ataques de 11 de setembro, eles caíram como "uma luva" para ele que pôde assim fazer o que quis em nome da defesa nacional.

"Então percebi, com uma dor quase física, que Rumsfeld e Wolfowitz iam tentar tirar proveito desta tragédia nacional (os ataques de 11 de setembro) para promover seus planos em relação ao Iraque. Desde o início da administração, sem dúvida bem antes, eles vinham pressionando por uma guerra contra o Iraque. Meus amigos do Pentágono sempre me diziam que havia rumores de que invadiríamos o Iraque em algum momento em 2002"

Richard Clarke, ex-czar do terrorismo do Governo Bush em seu livro "Contra todos os inimigos", Ed. Francis.

Tags:
Edições digital e impressa