Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Moscou lembra 70 anos da II Guerra Mundial em parada militar

Sábado, 09 de Maio de 2015 às 12:19, por: CdB
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"Em quase todas as famílias russas, alguém morreu lutando por este país", afirmou um ex-marinheiro russo, na Praça Vermelha
A parada dedicada aos 70 anos da vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial foi o maior desfile militar russo já realizado na história do país. Às 10h de Moscou (4h da madrugada de Brasília), cerca de 16,5 mil militares, 200 unidades de veículos militares e 140 helicópteros e aviões participaram na celebração, de acordo com o Ministério da Defesa russo. A data é marcada como o feriado mais importante do país e celebra o dia em que a Alemanha nazista capitulou para a União Soviética na II Guerra Mundial. O desfile deste sábado foi a maior parada militar realizada pela Rússia desde o colapso do regime soviético. – Em quase todas as famílias russas, alguém morreu lutando por este país. Meu avô morreu defendendo a Rússia, este é o dia para nos lembrarmos deles – disse o ex-marinheiro Alexander Smolkin, que assistia ao desfile. Líderes ocidentais boicotaram o evento devido ao alegado papel desempenhado por Moscou no conflito no leste da Ucrânia, o que muitos russos consideraram um desrespeito. Estima-se que 27 milhões de soldados soviéticos tenham morrido na Segunda Guerra. No entanto, o presidente Vladimir Putin recebeu a visita de cerca de 30 líderes estrangeiros, incluindo o presidente chinês, Xi Jinping. Num sinal de aproximação entre Moscou e Pequim, soldados chineses participaram, pela primeira vez na História dos dois países, das celebrações em Moscou. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também assistiu à parada. Putin estimulou o patriotismo com a exibição de armamentos. O tanque Armata foi um dos destaques do desfile, tendo recebido aplausos ao cruzar a Praça Vermelha. O veículo militar é apontado por alguns especialistas como mais sofisticado que os do Ocidente, sendo o primeiro a ter uma cápsula interna blindada. Entre os que boicotaram o evento em Moscou estavam a chanceler federal alemã, Angela Merkel, o presidente norte-americano, Barack Obama, e os líderes da França e do Reino Unido. Merkel, no entanto, fará um gesto conciliatório. Neste domingo, ela irá à capital russa para colocar uma coroa de flores no túmulo do soldado desconhecido, juntamente com Putin.
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