A praça Roberto Gomes Pedrosa, em frente ao MOrumbia, vioru uma praça de guerra. Cerca de 3 mil a 4 mil torcedores do São Paulo sem ingresso tentaram invadir o estádio e entraram em confronto com a Polícia Militar.
Há pelo menos 50 feridos, entre torcedores e policiais. Pelos menos 35 torcedores foram preso. Não há o número certo pois muito foram levados diretamente para delegacias de policia próximas.
Carros estacionados em frente ao estádio também foram atingidos.
Para controlar a situação, os policiais, protegidos por escudos, deram tiros de escopeta para o alto, utilizaram bombas de gás lacrimogênio e pimenta. Os torcedores revidaram com pedras.
"A confusão foi enorme. Os torcedores tentaram entrar e a polícia usou as bombas", disse a universitário Luize Fernandes, que foi ao jogo acompanhada da irmã e da tia, Márcia Veronezi.
Veronezi, de cerca de 50 anos, levou uma pedrada na cabeça e teve que tomar pontos. "Eu tenho ingresso para entrar. Estava na fila quando começou essa confusão", disse ela depois, com calma, à rádio Jovem Pan.
Apesar dos esforços da PM, os torcedores continuam tentando invadir o estádio. Não param de chegar torcedores acidentados no posto médico do São Paulo. Alguns deles dão entrevistas como se fossem heróis.
Quando a situação parecia controlada, no momento do intervalo do jogo, chegaram sete ônibus com 500 torcedores do Atlético-PR.
Enquanto entrevistava um coronel da PM, a rádio Jovem Pan captou a explosão de uma das bombas caseiras lançadas por esse grupo de torcedores.
Do lado de dentro, torcedores do São Paulo localizados no setor amarelo lançaram duas bombas caseiras contra a torcida paranaense.
Houve um princípio de confusão, mas a polícia conseguiu conter os ânimos.