Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Mortes no campo diminuiu, mas conflitos de terra aumentaram

Terça, 19 de Abril de 2005 às 09:46, por: CdB

Segundo relatório de Conflitos no Campo Brasil 2004, divulgado nesta terça-feira, foram 39 assassinatos ano passado, em conflitos de terra em todo o país. Apesar da incidência de mortes ser menor que em 2003, quando foram 73 mortes, o número de pessoas envolvidas nos conflitos, seja por ocupações, acampamentos, trabalho escravo ou desrespeito à legislação trabalhista subiu de 1.690, em 2003, para 1.801, em 2004.

A publicação lembra o assassinato da irmã Dorothy Stang, em Anapu, no Pará, no início deste ano.

- A pistolagem no Pará virou uma profissão. Em qualquer lugar se encontram pessoas para fazer esse tipo de negócio - afirmou o cooredenador nacional da Comissão Pastoral da Terra, José Batista Afonso.

A entidade defende a federalização da investigação do assassinato da irmã Dorothy. José Afonso destacou que essa é a melhor forma de se obter justiça neste caso.

Também esteve presente a viúva do auditor fiscal Nélson José da Silva, morto em janeiro de 2004, numa emboscada enquanto investigava denúncias de existência de trabalho escravo em fazendas na região de Unaí, em Minas Gerais. Elba Soares da Silva disse que ainda espera justiça quanto à investigação da morte de seu marido. Se ele estivesse vivo, estaria completando 54 anos nesta terça.

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