O prefeito de Moscou disse que não havia mais esperanças de se encontrar sobreviventes no domingo entre os destroços congelados de um parque aquático da cidade, onde cerca de 40 pessoas podem ter morrido devido ao desabamento de um teto.
Yury Luzhkov disse que estavam confirmadas as mortes de 25 pessoas no acidente da noite de sábado - dia em que o parque, muito popular entre as pessoas de classe média da capital, estava lotado. O desabamento abalou os moscovitas, que ainda se recuperam das 40 mortes causadas pelo atentado no metrô de Moscou ocorrido há dez dias.
Segundo o Ministério de Emergências entre quatro e seis crianças estavam entre os mortos. Pelo menos 110 pessoas ficaram feridas e 17 ainda estava desaparecidas. Mas o prefeito disse que não há mais nenhuma chance de resgatar pessoas com vida nas temperaturas congelantes da capital russa, que chegaram a 18 graus centígrados negativos.
``Não há esperanças de que sobreviventes possam ser encontrados'', disse Luzhkov a uma rede de TV russa. Ele garantiu, no entanto, que os esforços continuariam ao longo da noite.
Mais de 420 pessoas estavam na área onde o telhado cedeu e caiu de uma altura de 20 metros, e 1.300 visitantes estavam no parque inteiro, disse Luzhkov. A televisão russa informou que o telhado caiu diretamente sobre a piscina das crianças.
O prefeito informou que 27 crianças estão hospitalizadas, cinco delas em condições críticas. Médicos disseram que a maioria das crianças feridas sofreu cortes e tiveram alguns ossos quebrados.
A mídia local especulou que seria improvável a queda de um telhado, construído há dois anos, só por causa do peso da neve e disse que promotores iniciaram uma investigação criminal. O vice-prefeito de Moscou, Valery Shantsev, disse à televisão russa, porém, que não houve reclamação contra a empresa que construiu o complexo aquático.
Mas o ministro de Emergências, Sergei Shoigu, criticou a onda de novas construções na capital russa. ``É hora de parar este caos e estabelecer controles para a construção deste tipo de local'', disse Shoigu.
Mais cedo, trabalhadores de resgate e engenheiros sobreviventes, retirando os pedaços de destroços um a um para não ferir sobreviventes, enquanto ouviam gritos por ajuda sob os escombros.
- As equipes de resgate são guiadas pelas vozes das pessoas e seus pedidos de ajuda. São realizados 'minutos de silêncio' às vezes, para localizar as vítimas sob os escombros - disse uma autoridade, segundo a Itar-Tass.