Rio de Janeiro, 15 de Janeiro de 2026

Morte de professor provoca greve geral e protestos na Argentina

Morte do professor Carlos Fuentealba, semana passada, leva as duas centrais sindicais da Argentina a convocar uma greve para esta segunda-feira. Além da paralisação, sindicatos e outros movimentos sociais marcaram passeatas em Buenos Aires e outros pontos do país. (Leia mais)

Segunda, 09 de Abril de 2007 às 07:05, por: CdB

As duas centrais sindicais da Argentina convocaram uma greve para esta segunda-feira, em protesto contra a morte do professor Carlos Fuentealba, na semana passada.
Fuentealba, 41 anos, tinha sido ferido na cabeça pela polícia, durante manifestação de professores, na província de Neuquén, no sul do país.

A paralisação nacional incluirá professores da rede pública e particular, que suspenderão suas atividades durante 24 horas. Motoristas de ônibus, metrô e trens, bancários e servidores do setor judicial, entre outros, vão parar entre 12 e 14h (hora local e em Brasília).

Eleições

Além da greve, as centrais sindicais e outros movimentos sociais marcaram passeatas em Buenos Aires e em outros pontos do país.

Na província de Neuquén, professores realizaram protestos durante todo o fim de semana e confirmaram passeata para esta segunda-feira.

Em artigo no jornal La Nación, o analista Joaquín Morales Sola disse que, neste ano de eleições presidenciais, marcadas para outubro, a morte de Fuentealba "acabou entrando no debate da campanha eleitoral".

O governador da província de Neuquén, Jorge Sobisch, é pré-candidato presidencial e adversário político do presidente Nestor Kirchner, que o responsabilizou, através de assessores, pela morte do professor.

Reajuste

A tragédia e a queda-de-braço ocorrem quando professores de diferentes províncias protestam por ajustes salariais. Além de Neuquén, cinco das 21 províncias do país vivem dias de protesto de professores, apesar de eles receberem salários diferentes por região.

As manifestações são registradas em Salta e Chaco, no norte da Argentina, La Rioja, no noroeste, e Terra do Fogo e Santa Cruz, também na Patagônia. Nas últimas horas, além das manifestações na porta dos palácios provinciais, os professores passaram a interromper o trânsito nas estradas.


 

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