Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Morte de prefeito foi encomendada

O detento Ailton Alves Feitosa, 40 anos, garante que a morte do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT) foi encomendada. Feitosa é testemunha-chave na investigação do Ministério Público que resultou na prisão do empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra. (Leia Mais)

Sábado, 13 de Dezembro de 2003 às 11:38, por: CdB

O detento Ailton Alves Feitosa, 40 anos, garante que a morte do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT) foi encomendada. Feitosa é testemunha-chave na investigação do Ministério Público que resultou na prisão do empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Ailton Alves Feitosa afirmou que o assassinato foi decidido em duas reuniões na Zona Sul de São Paulo.

Em um desses encontros, Feitosa disse que ouviu do preso Dionízio de Aquino Severo - com quem fugiu de helicóptero de um presídio de Guarulhos um dia antes do seqüestro do prefeito - que o alvo seria Celso Daniel.

"Ele falou com todas as letras: é o prefeito de Santo André, o Celso Daniel, e vai ser queima de arquivo", disse Feitosa nesta sexta-feira, em uma penitenciária paulista que tem o nome mantido em sigilo por segurança. Segundo ele, 11 pessoas estavam nessa reunião. Severo morreu assassinado na cadeia.

"Inclusive o Dionízio fala que não era para esquecer uma bolsa que ele (o empresário) deixaria no banco de trás do carro", disse Feitosa, se referindo ao empresário que facilitou o seqüestro do ex-prefeito. Feitosa conta ainda que não sabe se esse empresário é Sérgio Gomes da Silva.

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