Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Morte de missionária gaúcha ainda é mistério

Sexta, 27 de Fevereiro de 2004 às 07:00, por: CdB

O presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), pastor Walter Altmann, embarca nesta sexta-feira de Beira, região central de Moçambique, com destino a  Nampula, no norte do país, para tentar obter informações sobre o assassinato da missionária gaúcha Doraci Julita Edinger. A brasileira foi encontrada morta, com indícios de violência sexual, em seu apartamento em Nampula na última terça-feira.

Doraci prestava serviços pastorais e sociais para comunidades pobres há 5 anos e pode ter sido assassinada por denunciar tráfico de órgãos humanos. Desde o início de fevereiro, a missionária vinha manifestando ansiedade em conversar com o presidente da igreja da qual fazia parte

O Pastor revelou que "no último telefonema, Doraci manifestou preocupação com sua segurança, mas não claramente. Depreendi que o trabalho dela era bastante exigente em termos de esforço físico e atribuí também à vontade de nos encontrarmos. 

O administrador da igreja, Helvino Pufal, também conversou com a missionária no início do mês e disse que apesar de ela não mencionar o assunto, enfatizava a necessidade de falar com o pastor.

Oufal comentou que "hoje entendo o porque da ansiedade de Doraci. Provavelmente ela sentia ameaça, medo, pelo ciúme ou raiva que despertava nas pessoas devido ao trabalho que fazia junto às comunidades carentes, de valorização da mulher. Ela era idolatrada na comunidades, estava incentivando a construção de escolas porque o analfabetismo lá é muito grande".

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