A morte de quatorze pessoas, seis delas queimadas vivas, na violência de um atentado contra um líder muçulmano xiita na cidade de Gilgit, ao norte do Paquistão, motivou a imposição do toque de recolher na mesma.
As autoridades regionais informaram neste domingo que os fatos ocorreram no sábado, quando vários indivíduos dispararam contra o carro no qual se deslocava para uma mesquita de Gilgit o dirigente xiita Ziaudin Musavi, que ficou gravemente ferido enquanto dois de seus guarda-costas morreram no atentado.
Os guarda-costas de Musavi responderam ao ataque e mataram um dos autores do atentado, que ainda não foi identificado.
Posteriormente, grupos de manifestantes xiitas tomaram as ruas de Gilgit, cerca de 250 quilômetros ao norte de Islamabad, na região do Himalaia, e atearam fogo a vários escritórios governamentais, comércios e casas.
Seis pessoas da família de um agente florestal foram queimadas vivas ao incendiarem sua casa e também morreu o diretor do Departamento de Saúde regional, que foi baleado pelos manifestantes quando se encontrava em seu escritório, segundo as autoridades locais.
Outro civil foi morto ao ser atingido por um tiro disparado pelos manifestantes e três pessoas ficaram feridas nos incidentes morreram durante a madrugada deste domingo no hospital local.
Forças do exército e a polícia patrulham a cidade de Gilgit, onde agora impera o toque de recolher e "a situação se encontra sob controle", segundo o Departamento de Interior do governo regional da região.
Morte de 14 pessoas motiva imposição do toque de recolher no Paquistão
Domingo, 09 de Janeiro de 2005 às 08:49, por: CdB