De sexta-feira até este domingo, a Comlurb já retirou 77,7 toneladas de peixes mortos da Lagoa Rodrigo de Freitas. Para combater o mau cheiro em alguns pontos, a companhia destacou duas equipes para lavar a ciclovia, utilizando uma solução com desinfetante e inibidor de odores.
Uma equipe da companhia continua trabalhando na limpeza, com o apoio de um catamarã e de um barco de alumínio, dois caminhões basculantes e duas caixas Dempster (caixas de entulho), além do barco da Rio Águas e do catamarã do Grupo EBX, do empresário Eike Batista.
Corvinas, sardinhas e tilápias estão sendo recolhidos. No sábado, os garis encontraram um robalo de oito quilos entre os peixes mortos. O problema começou na manhã de sexta-feira.
De acordo com a secretária estadual do Meio Ambiente, Marilene Ramos, a mortandade pode ter sido causada pela mudança brusca de temperatura e pela proliferação de uma alga , cuja espécie ainda não foi definida.
Marilene Ramos também descartou a ligação entre a poluição na Praia do Leblon, que foi invadida por esgoto no início desta semana, e o problema ocorrido na Lagoa. Segundo Fátima Soares, gerente de qualidade de água da secretaria de Meio Ambiente, na segunda-feira, o nível da alga que pode ter causado a mortandade estava em 400 mil e que, nesta sexta-feira, subiu para 1,8 milhão.
Inea investiga mortandade
O laudo do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) sobre o que está provocando a mortandade de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas - Zona Sul do Rio - deve ser divulgado nesta terça-feira (2) e dele, os técnicos esperam uma identificação precisa do que causou o problema.
Técnicos da Gerência de Qualidade da Água do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), órgão executivo da Secretaria do Ambiente, estão desde sábado (27) coletando amostras de água e peixes na lagoa. A secretária, Marilene Ramos, e o presidente do Inea, Luiz Firmino Martins Pereira, estiveram no escritório do Inea da Lagoa para acompanhar os trabalhos.
O monitoramento da lagoa, indicou que não houve queda de oxigenação nas águas. As primeiras análises apontaram a ploriferação de uma espécie de alga nanoplanctônica como a possível causa da mortandade de peixes.
De acordo com os técnicos, um conjunto de fatores, como o longo período de insolação e a mudança brusca de temperatura, podem ter propiciado a proliferação da espécie, ainda não identificada. Na segunda-feira, a quantidade da alga estava em 400 mil subindo para 1,8 milhão na sexta.
As amostras da água recolhidas foram enviadas para o laboratório do Instituto e de instituições científicas parceiras, para que se possa identificar o mais rapidamente e com precisão as causas da mortandade de peixes.