Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Mortalidade infantil caiu 57,6% em 20 anos

Quarta, 15 de Dezembro de 2010 às 11:25, por: CdB

Excelente notícia, principalmente, para as mães e pais brasileiros: a pesquisa anual Saúde Brasil-2009 , do Ministério da Saúde, atesta que, entre 1990 e 2008, houve uma queda de 57,6% nas taxas de mortalidade infantil entre crianças com menos de 5 anos no país. De acordo com a pesquisa, neste período de 18 anos, o número de óbitos infantis caiu de 53,7 a cada mil nascidos para 22,8!

Com essa redução, o Brasil antecipa o prazo para o cumprimento das chamadas metas do milênio estabelecidas pela ONU para 2015. Atingiremos antes o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) na parte relativa a redução da mortalidade na infância  - o processo de queda indica que logo estaremos com 17,9 óbitos por mil nascidos.

Vale destacar, também, a queda de 75% na taxa de mortalidade pós-neonatal, os óbitos ocorridos dos primeiros 28 aos 364 dias de vida. Nesse item passamos de 24 para 6 óbitos por mil nascidos entre 1990 a 2008. Além disso, no mesmo período, caiu também em 43% a taxa de mortalidade neonatal precoce (bebês até 6 dias de vida), passando de 17,7 para 10 óbitos por mil nascidos.

Mortalidade materna

Houve queda, também, de 44% na taxa de mortalidade neonatal tardia (bebês de 7 a 28 dias de vida), passando de 5,4 para 3 óbitos por mil nascidos. Segundo o Ministério da Saúde, este é um reflexo da melhoria do estado nutricional das crianças brasileiras.

Já em relação à mortalidade materna pós-parto, nas últimas duas décadas (1990-2007), o índice caiu de 140 óbitos a cada 100 mil parturientes na década de 90, para 75 mortes a cada 100 mil, em 2007. Segundo o Ministério da Saúde, a redução decorre da ampliação do acesso nas últimas duas décadas aos serviços médicos, particularmente os do SUS,  antes, durante e após o parto.

A situação evoluiu de 1990 para cá e hoje o Brasil vive uma realidade bastante favorável nesse ponto: 98% dos partos são feitos em hospitais; 89% por médicos; e 90% das grávidas realizam, no mínimo, quatro consultas do pré-natal no SUS.

Pacto pela infância leva redução ao Nordeste


Vale destacar, também, que a região Nordeste, sempre com dados extremamente críticos nessas estatísticas, apresenta nessa pesquisa Saúde Brasil-2009 a maior redução da mortalidade - os óbitos de parturientes se reduziram em 65% na região entre 1990 e 2007. Como? Com trabalho, dedicação e eficiência.

Basta lembrarmos, por exemplo, do Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil Nordeste-Amazônia Legal, lançado em 2008 pelo governo do presidente Lula, com investimento inicial de R$ 110 milhões. E esse investimento, hoje, simplesmente triplicou e já soma R$ 339 milhões.

Ou será que a oposição vai querer enquadrar esses investimentos como gastos públicos e defender que sejam cortados?

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