Pessoas que tomam suplementos de vitamina D parecem ter um menor risco de mortalidade em todo os tipos de doenças, segundo um estudo da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, em Lyon (França) e do Instituto Europeu de Oncologia em Milão (Itália). Os cientistas analisaram os trabalhos 18 estudos anteriores e publicaram as suas conclusões na revista Archives of Internal Medicine.
Segundo os investigadores, estudos anteriores haviam sugerido que as deficiências em vitamina D podem ser associadas ao aumento do risco de mortalidade por cancro, doenças cardiovasculares e diabetes, doenças que dão origem a entre 60 e 70 por cento da mortalidade em países desenvolvidos.
Os autores analisaram 18 estudos de trabalhos publicados antes de novembro de 2006, que envolveram 57.311 participantes.
A vitamina D possui dosagens entre de 300 a 2.000 unidades internacionais (UI), com média de 528 UI. A maioria dos suplementos comercializados contém entre 400 e 600 UI.
Durante o período de acompanhamento - entre cinco e sete anos - morreram 4.777 participantes. Aqueles que tomaram a vitamina D tinham sete por cento menos riscos de morrer do que aqueles que não haviam consumido suplementos. Nos nove testes feitos em recolha de amostras de sangue, as pessoas que tomaram os suplementos tinham, em média, entre 1,4 e 5,2 vezes mais vitamina D em níveis sanguíneos que aqueles que não tinham consumido.
Os investigadores não têm conhecimento da forma como a vitamina D reduz a mortalidade, mas acreditam que a vitamina pode inibir alguns mecanismos relacionados ao desenvolvimento de células tumorais, e podem reforçar o funcionamento dos vasos sanguíneos ou o sistema imunológico.
Tradução: Diego Ferreira.