Jim Morrison, falecido ícone do psicodelismo auto-destrutivo dos anos sessenta, continua trazendo transtornos a comportada sociedade. No caso, a européia, pois seu corpo está enterrado em Paris, no famoso Pere Lachaise. O que já vem acontecendo há décadas (e foi devidamente mostrado no filme de Oliver Stone sobre o astro) é que o túmulo de Morrison virou um reduto da delinqüência local. A administração do cemitério chegou a contratar um segurança nos últimos anos, mas, o vandalismo continuou. Agora o cemitério quer transferir os restos de Morrison para outro lugar (o americano começa a extrapolar o limite de tolerância). Mas nada parece mais justo, pois Morrison, assim como Hendrix, nasceram no continente errado - Jimi só virou Hendrix por causa dos ingleses, Morrison só não morreu antes por causa dos franceses.
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Nesta quinta-feira o Motörhead faz show no Canecão. É a quarta vez da banda no Brasil e a quarta oportunidade de se apreciar um dos trios mais interessantes do heavy-metal (ou qualquer outro tipo de metal que tenha se convencionado rotular seu som). O vocalista Lemmy, feio e sujo, continua concatenando a imagem da banda com a ideologia punk-rock, ou seja lá o que o valha, de muita atitude e pouco glamour. Enfim, é mais uma oportunidade de assistir a uma das únicas bandas que com o passar dos anos, não fez concessões.
Rio de Janeiro, 16 de Setembro de 2026
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