Morrem 10 em confronto no Egito; premiê convoca reunião
Por Sarah Mikhail
CAIRO (Reuters) - O primeiro-ministro do Egito, Essam Sharaf, convocou uma reunião de emergência de sua equipe no domingo, depois da morte de 10 pessoas em confrontos sangrentos em um subúrbio do Cairo devido à conversão de uma cristã ao islamismo.
O conflito sectário ocorreu no sábado, o pior desde que 13 pessoas morreram no dia 9 de março, quando uma igreja foi queimada.
Os eventos representam um novo desafio para os generais que governam o país desde a saída do poder do presidente Hosni Mubarak, em decorrência de intensos protestos.
Houve um breve tiroteio no domingo no bairro, onde cerca de 500 islâmicos conservadores, conhecidos como salafistas, reuniram-se do lado de fora da igreja no subúrbio de Imbaba. Eles pediam que os cristãos libertassem a mulher que alegam ter se convertido ao Islã e que estaria presa contra sua vontade.
Aos salafistas se uniram outros muçulmanos que pediam para entrar na igreja e verificar se a mulher estava lá.
Soldados e policiais usaram bombas de gás lacrimogênio e dispararam para o alto para tentar dispersar a multidão, mas os confrontos se seguiram durante a noite em ruas próximas à igreja.
Houve corte de energia na região, dificultando o trabalho dos policiais.
Uma outra igreja, localizada nas proximidades, foi queimada durante os confrontos da noite de sábado.
"Meu filho frequenta esta igreja. Como podemos nos sentir seguros?", disse Nashaat Boshra, que chorava no domingo em frente a igreja incendiada de Santa Maria.
Reuters