Marguerite, a baronesa de Reuter, último membro da família que fundou a agência inglesa de notícias Reuters, morreu aos 96 anos neste domingo, em um asilo na França. A aristocrata europeia e patrona das artes era a viúva de Oliver, o quarto barão de Reuter, cujo avô, Paul Julius Reuter, inaugurou um serviço de distribuição de notícias, em Londres, em 1851. O baronato da família termina com a morte de Marguerite, já que ela e Oliver não deixaram descendentes.
– O nome morre com ela – disse à agência Michael Nelson, amigo de Marguerite e ex-diretor geral da Reuters.
Outro amigo dela, John Fox, disse por sua vez que a baronesa sofreu derrames no fim do ano passado. Segundo ele, Marguerite, que nasceu na Suíça, tinha muito orgulho de ter um vínculo familiar com a Reuters.
Fox disse que Marguerite, que nasceu na Suíça e era viúva há mais de 40 anos, tinha muIto orgulho de ter um vínculo familiar com a Reuters, além da nacionalidade britânica que adquiriu ao se casar. No ano passado, a Reuters, que já havia se mudado da sede histórica na Fleet Street, endereço tradicional da imprensa britânica em Londres, se tornou parte da Thomson Reuters Plc, quando aceitou em maio de 2007 oferta de compra de sua concorrente canadense Thomson por 8,7 bilhões de libras (aproximadamente US$ 17 bilhões). A Thomson-Reuters se tornou o maior fornecedor de informação financeira do mundo, no posto até aquele momento ocupado pela Bloomberg.