O jornalista e cronista esportivo Armando Nogueira morreu na manhã desta segunda-feira aos 83 anos, vítima de um câncer descoberto em 2007. O Ex-diretor da Central Globo de Jornalismo morreu por volta de 7 horas da manhã em seu apartamento na Lagoa Rodrigo de Freitas - na Zona Sul do Rio.
Filho de cearenses que emigraram para o Acre, Armando nasceu em Xapuri - cidade onde também nasceu o seringueiro e líder sindical Chico Mendes - em 14 de janeiro de 1927. Mudou-se para o Rio de Janeiro com apenas 17 anos de idade. Entrou para a Faculdade de Direito e conseguiu um emprego de ensacador, mas desde então pensava em ser jornalista.
Em 1950, foi trabalhar na seção de esportes no Diário Carioca. Esse jornal reunia, na época, os mais expressivos jornalistas do Rio de Janeiro como Prudente de Moraes Neto, Carlos Castello Branco, Otto Lara Resende, Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Pompeu de Souza, e foi uma verdadeira escola de jornalismo para Armando, que lá permaneceu por 13 anos. Era torcedor do Botafogo e ficou amigo de jogadores como Garrincha e Nilton Santos.
Foi testemunha ocular do atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, na Rua Toneleros, em Copacabana. Ao escrever sobre o espisódio, fez história no jornalismo brasileiro: pela primeira vez numa reportagem um fato era narrado na primeira pessoa.
Além do Diário Carioca, passou a colaborar também com o Diário da Noite. Depois de uma passagem pela revista Manchete, em 1957, foi para a revista O Cruzeiro, dos Diários Associados, propriedade de Assis Chateaubriand e, em 1959, para o Jornal do Brasil, onde durante anos escreveu a Coluna na Grande Área.
Armando foi pioneiro na televisão brasileira, ao trabalhar, a partir de 1959, na primeira produtora independente do país, dirigida por Fernando Barbosa Lima, onde escrevia textos para os locutores Cid Moreira e Heron Domingues lerem na antiga TV-Rio. Convidado por Walter Clark, foi para a Rede Globo em 1966 onde implantou, com Alice Maria, o telejornalismo da emissora.
Graças ao trabalho de Armando e Alice Maria, o telejornalismo, que antes era visto como uma coisa menor, passou a atrair o interesse dos profissionais e do público.
Nos 25 anos que passou na Globo foi responsável ainda pela implantação do jornalismo em rede nacional e pela criação dos noticiosos Jornal Nacional e Globo Repórter. Mas sua paixão sempre foi o esporte, em especial o futebol. A partir de 1954, esteve presente na cobertura todas as Copas do Mundo e, desde 1980, de todos os Jogos Olímpicos.
Morre o jornalista Armando Nogueira
O jornalista e cronista esportivo Armando Nogueira morreu na manhã desta segunda-feira aos 83 anos, vítima de um câncer descoberto em 2007. O Ex-diretor da Central Globo de Jornalismo morreu por volta de 7 horas da manhã em seu apartamento na Lagoa Rodrigo de Freitas - na Zona Sul do Rio.(Leia Mais)
Segunda, 29 de Março de 2010 às 08:33, por: CdB