O israelense morto após um ataque no setor de Hebron, no sul da Cisjordânia, era um guarda fronteiriço, assim como outros dois que ficaram feridos durante o mesmo ataque, informaram fontes militares israelenses.
Os três soldados circulavam num veículo perto da localidade palestina de Idna, cerca de 10 quilômetros a noroeste de Hebron. Um tiroteio ocorreu entre os guardas fronteiriços e pelo menos três agressores, um dos quais também ficou ferido.
Após o ataque, o veículo seguiu até o posto militar israelense perto da cidade palestina de Tarkumie, onde os feridos receberam os primeiros cuidados médicos.
Com esta morte, o número de vítimas desde o início da segunda Intifada, em setembro de 2000, chega a 3.943, entre eles 2.973 palestinos e 900 israelenses.
Pouco tempo depois, as Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, grupo vinculado ao Fatá, assumiram a autoria do ataque perto de Hebron. Um interlocutor que não quis se identificar reivindicou o ataque em nome da Unidade Abdelaziz al-Rantissi, o líder do Hamas assassinado por Israel em 17 de abril em Gaza.
As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa são uma nebulosa de grupos ligados ao Fatá, o movimento do presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, que têm uma certa autonomia entre eles.
Além disso, as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa afirmaram hoje em comunicado a execução em Beit Rima, no noroeste de Ramalá, do palestino Mohamed Athem, 30 anos, por colaboração com Israel.
De acordo com o comunicado, Athem confessou durante um interrogatório que colaborava com o Estado hebreu desde 1997, e que havia ajudado a prender diversos ativistas procurados pelo exército israelense.
Morre guarda de fronteira israelense em Hebron
Segunda, 26 de Abril de 2004 às 00:12, por: CdB