O diretor de televisão Carlos Manga morreu na noite de quinta-feira, aos 87 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pelas Organizações Globo, grupo em que Manga trabalhou por cerca de 30 anos, dirigindo diversos programas.
Por Redação, com ARN - do Rio de Janeiro:
O diretor de televisão Carlos Manga morreu na noite de quinta-feira, aos 87 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pelas Organizações Globo, grupo em que Manga trabalhou por cerca de 30 anos, dirigindo diversos programas.
Nascido em 1928, José Carlos Aranha Manga começou sua carreira como contrarregra, nos anos 1950, no estúdio Atlântida, e dirigiu clássicos da chanchada, como Matar ou Correr, de 1954, e Nem Sansão nem Dalila, de 1955. Na televisão, trabalhou na TVs Rio, Excelsior e Record.
O diretor de televisão Carlos Manga
Foi diretor de programas como Chico City e Os Trapalhões e séries como Agosto, de 1993, e Memorial de Maria Moura, de 1994. Manga tinha três filhos e quatro netos. A causa da morte não foi divulgada.
Manga começou a ganhar a vida como bancário, mas gostava de cinema. Essa paixão o levou para a Atlântida Cinematográfica, através do ator Cyll Farney, que integrava o primeiro time da companhia. Começou como almoxarife, mas aos poucos foi aprendendo o ofício e galgando posições. De contrarregra, passou a assistente de montagem e de direção. Por volta de 1951, atuou como diretor musical em filmes da Atlântida, o que o qualificou para a sua primeira empreitada como diretor.
Carlos Manga fez sucesso na época das "chanchadas" da Atlântida, da qual foi um dos mais destacados diretores. Procurou acrescentar situações do cotidiano e até da política em seus filmes. Entrou na televisão pelas mãos de Chico Anysio, que o convidou para trabalhar na TV Rio e dirigir Chico Anysio Show, o primeiro programa da TV brasileira a usar truques de video-tape. Até então os programas eram gravados "ao vivo" e reproduzidos.
Foi publicitário e diretor artístico de minisséries da Rede Globo. Foi diretor de núcleo de novelas como a refilmagem de Anjo Mau (1997) e Torre de Babel (1998) e Eterna Magia (2007), bem como das minisséries Agosto (minissérie) (1993), Memorial de Maria Moura (1994) e Um Só Coração (2004).
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