Será sepultado, neste sábado, "o homem mais confiável dos Estados Unidos". O âncora Walter Cronkite, que durante décadas comandou o CBS Evening News, morreu, nesta sexta-feira, aos 92 anos, em Nova York. O anúncio de sua morte foi noticiado na própria rede CBS, rede de TV na qual, com seu estilo duro, turbulento, esteve à frente de um dos programas jornalísticos de maior credibilidade naquele país.
Há algumas semanas, a família de Cronkite divulgou um comunicado no qual informava que o jornalista sofria há alguns anos de uma doença vascular que atingia o cérebro e que não tinha chance de recuperação. Cronkite entrou para a CBS em 1950 e ancorou o CBS Evening News de 1962 a 1981. Com o âncora, o jornal foi o líder de audiência nos EUA de 1969 a 1981.
Cronkite, Ícone do jornalismo norte-americano, foi também o responsável por informar ao público sobre outros grandes fatos da história contemporânea, como a chegada do homem à Lua e a Guerra do Vietnã. Também noticiou o assassinato do ativista dos direitos civis Martin Luther King, os distúrbios raciais e as manifestações contra a guerra, assim como o caso Watergate, que desencadeou na saída do poder do presidente Richard Nixon.
Os norte-americanos lembram dele, sobretudo, como o âncora que se atreveu a interromper um popular programa de televisão e pedir aos gritos uma câmera para falar sobre o atentado contra Kennedy. Nascido no Estado do Missouri, Cronkite foi repórter de uma agência de notícias americana e depois correspondente de rádio durante a Segunda Guerra Mundial. Cronkite deixa duas filhas, Nancy Elizabeth e Mary Kathleen, seu filho Walter Leland, e quatro netos.