Sir J. Paul Getty Jr., filantropo multimilionário e amante das artes, morreu nesta quinta-feira, aos 70 anos. Getty, um ex-viciado em drogas que se converteu em promotor e financiador de obras de caridade, morreu em um hospital onde se tratava de uma infecção pulmonar. O médico de Getty, John Golstone, disse que ele foi internado na London Clinic nesta quarta-feira devido a uma infecção recorrente nos pulmões. Durante 25 anos em que morou na Grã-Bretanha, Getty, americano de nascimento, contribuiu com mais de US$ 200 milhões a várias instituições como a National Gallery. Getty recebeu o título honorário de Cavaleiro Comendador da Excelentíssima Ordem do Império Britânico em 1986 por suas obras de caridade e, com isso, adquiriu o direito de ser chamado de Sir Paul; ele obteve a cidadania britânica em 1998. Nascido em 7 de setembro de 1932, Getty era o terceiro filho de J. Paul Getty, fundador da Getty Oil, um dos maiores conglomerados petrolíferos da primeira metade do século XX. Em 1971, o filho adolescente de Getty Jr., John Paul III, foi seqüestrado na Italia e permaneceu cinco meses desaparecido. Somente após um pedaço da orelha do menino ter sido enviado a família pelos sequestradores, o avô do menino, morto em 1976, concordou em pagar o resgate de US$ 3,4 milhões. Getty Jr. cursou a Universidade de San Francisco e teve uma rápida passagem pelo Exército dos Estados Unidos; depois disso, assumiu a chefia das empresas da Getty Oil em Roma. Após seis anos de trabalho, renunciou ao cargo, dizendo ao pai: "Não é preciso nada para ser um homem de negócios". Passou, então, a ter uma vida de playboy hippie, com muita festa e drogas e roupas coloridas. Em 1967, divorciou-se da esposa de 11 anos, Gail, com quem tinha tido quatro filhos. A vida de hippie acabou em 1971, quando sua segunda mulher, a modelo Talitha Pol, nascida na ilha de Bali, morreu de uma overdose, em Roma.