O presidente boliviano, Evo Morales, evitou um debate com a petrolífera francesa Total sobre a nacionalização dos ativos energéticos de seu país. Ele encerrou sua curtíssima visita à Paris nesta segunda-feira sem realizar reunião com a empresa. Evo Morales nacionalizou o setor de petróleo e gás do país dia 1 de maio, preocupando investidores e aborrecendo governos ocidentais.
A Total possui investimentos em campos de gás na Bolívia, mas informou que a produção do país sul-americano responde por menos de 1 por cento de sua produção mundial. Morales foi a Paris no final de semana, na volta de reunião com líderes europeus e latino-americanos em Viena. A Total continuava pressionando a Bolívia a reconsiderar sua política de nacionalização.
O presidente-executivo da Total, Thierry Desmarest, disse em entrevista ao jornal Les Echos que a empresa podia ainda fazer muitos investimentos na Bolívia, mas nâo "sob quaisquer condições".
A companhia afirmou que está disposta a conversar diretamente com Morales, mas uma fonte próxima do assunto disse que não houve nenhuma reunião da Total com Morales durante a viagem dele à Europa.