Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Morales retorna emocionado a capital boliviana e pede união

Quinta, 06 de Agosto de 2009 às 12:30, por: CdB

O presidente da Bolívia, Evo Morales, retornou emocionado à capital constitucional da Bolívia na quinta-feira após dois anos de duros embates com líderes regionais. Ele pediu união e garantiu estar pronto para enfrentar em dezembro uma candidatura única da oposição.

Uma multidão de manifestantes, principalmente camponeses, festejou Morales e transformou em celebração proselitista um desfile em comemoração à independência nacional na cidade de Sucre, depois que o governante de origem indígena pronunciou uma mensagem ante o Congresso Nacional.

Gritos de "Evo amigo, Sucre está contigo" se sobrepuseram às marchas militares que acompanharam o desfile, que transcorreu em meio a fortes medidas de segurança. O evento marcou um contraste com as mobilizações de oposição com nuances racistas que nos dois anos anteriores impediram a chegada de Morales ao que foi um dos baluartes de sua primeira vitória eleitoral em 2005.

O mandatário, que tentará a reeleição em 6 de dezembro, pediu por união em um discurso de menos de uma hora na frente do Congresso, no ato principal em comemoração aos 184 anos de independência boliviana.

– O melhor que podemos fazer em homenagem a esta Pátria é todos nos unirmos, nos juntarmos e pensarmos de forma igual pelos bolivianos e bolivianas (...) ainda que sempre haverá diferenças – disse Morales, emocionado, prometendo aprofundar as mudanças promovidas para estatizar a economia e conferir mais poder à maioria indígena.

A prefeita e a administradora de Sucre, de oposição, apesar de terem dito que não compareceriam, por fim assistiram à sessão do Congresso em sinal de aproximação a Morales, impulsor de uma recente mudança constitucional pela qual a Bolívia deixou de ser República para definir-se como Estado Plurinacional.

A quatro meses das eleições de dezembro, Morales pediu que a oposição trabalhe com propostas políticas em vez de buscar a desestabilização do "processo de mudança", o qual assegurou "não ter marcha à ré".

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