Rio de Janeiro, 23 de Outubro de 2026

Morales diz que pretende unir constituição e estatutos autonômicos

Segunda, 11 de Agosto de 2008 às 16:01, por: CdB

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que pretende unir o projeto da nova Constituição Política do Estado (CPE), aprovada pela Assembléia Constituinte, com os estatutos autonômicos dos departamentos de Santa Cruz, Pando, Beni e Tarija, a partir do marco das leis vigentes.

Segundo informações da Agência Boliviana de Informação (ABI), o anúncio foi feito no último domingo à noite, depois da divulgação de resultados preliminares do referendo. De acordo com a contagem de boca-de-urna, Morales teve seu mandato confirmado por um percentual entre 63% e 66% de votos favoráveis.

- Estamos convencidos de que é importante unir os bolivianos, e a participação do povo com seu voto é para unir os diferentes setores do campo e da cidade, do oriente e do ocidente, e essa unidade será feita juntando a nova Constituição Política do Estado boliviano com os estatutos autonômicos - afirmou o presidente.

Morales garantiu que respeitará os prefeitos que tiveram os seus mandatos confirmados ontem e os convocou a trabalhar pela unificação proposta.

Ainda segundo a ABI, o presidente boliviano dedicou a vitória nas urnas a todos os povos revolucionários do mundo.

- O triunfo da revolução democrática da Bolívia e do povo boliviano está dedicado a todos os povos revolucionários da América Latina e do mundo - afirmou, no pronunciamento no Palácio Quemado, sede do governo.

Durante seu discurso, Morales destacou que o compromisso da Bolívia é dignificar o povo e continuar ratificando a unidade.

Ele defendeu que o domingo foi um dia histórico para o povo boliviano, por conta da participação no referendo.

- Pela primeira vez na história do povo boliviano houve um referendo revogatório que contou com a participação massiva de todo o nosso povo - afirmou.

Morales disse ainda que agora os bolivianos têm mais ferramentas para exercer seus direitos democráticos, já que “não somente elege seus candidatos, mas os ratifica ou os revoga”. Para o presidente, o referendo revogatório tem como finalidade “consolidar este processo de mudanças”. Ele ressaltou que o país deve “continuar avançando na recuperação de nossos recursos, nacionalização das empresas, fundamental na retomada das empresas do Estado”.

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